O Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal concluiu que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) é portador de hérnia inguinal bilateral e necessita de uma cirurgia para tratar a doença. O laudo pericial, enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), recomenda que o procedimento seja realizado "o mais breve possível".
A perícia foi realizada nesta quarta-feira (17) na sede do INC, em Brasília, a pedido do ministro do STF. O documento também confirmou que Bolsonaro apresenta um quadro de soluços e insônia.
Laudo aponta risco e piora clínica
O laudo médico justifica a urgência da cirurgia devido à "refratariedade aos tratamentos instituídos, a piora do sono e da alimentação". Os peritos alertam ainda para o "risco das complicações do quadro herniário, em decorrência do aumento da pressão intra-abdominal".
A equipe jurídica de Bolsonaro já havia solicitado, em 15 de dezembro, autorização para a realização imediata do procedimento cirúrgico. Paralelamente, os advogados renovaram o pedido de concessão de prisão domiciliar em caráter humanitário para o ex-presidente.
Contexto da prisão
Jair Bolsonaro cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por sua participação na trama golpista que seguiu as eleições de 2022. A defesa tem buscado alternativas penais com base em argumentos de saúde.
O INC é o órgão da PF responsável por exames periciais de diversas naturezas, incluindo a médica. A decisão final sobre a autorização da cirurgia e sobre o eventual benefício da prisão domiciliar cabe ao ministro relator do caso no STF, Alexandre de Moraes.