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PF cumpre 10 prisões domiciliares em casos da trama golpista

PF cumpre 10 prisões domiciliares em casos da trama golpista

Mandados do STF atingem condenados de três núcleos da investigação após tentativa de fuga de ex-diretor da PRF.

Redação
Redação
27 de dezembro de 2025

A Polícia Federal (PF) cumpriu neste sábado (27) dez mandados de prisão domiciliar determinados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra condenados nos processos que investigam a trama golpista para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder após as eleições de 2022. As ações ocorrem um dia após a prisão no Paraguai do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, que tentava fugir para El Salvador com documentos falsos.

Os alvos das ordens judiciais são integrantes dos núcleos 2, 3 e 4 da investigação, apontados como responsáveis por articular e executar etapas do plano. Os membros do núcleo 1, que inclui o próprio Bolsonaro, já haviam iniciado o cumprimento de suas penas.

Quem são os alvos

Entre os condenados que passaram para o regime domiciliar estão o ex-assessor da Presidência Filipe Martins, a delegada da PF Marília Ferreira de Alencar e os militares Giancarlo Gomes Rodrigues, Angelo Martins Denicoli, Fabrício Moreira de Bastos, Sergio Ricardo Cavaliere, Bernardo Romão Corrêa Netto e Ailton Gonçalves Moraes Barros. Todos podem recorrer das decisões antes do trânsito em julgado.

Operação em oito estados e DF

As diligências da PF foram realizadas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal. Parte das operações contou com o apoio do Exército Brasileiro.

Medidas cautelares impostas

Além da prisão domiciliar, o STF determinou uma série de medidas cautelares para os investigados. Eles estão proibidos de usar redes sociais, de manter contato com outros envolvidos no caso e devem entregar seus passaportes às autoridades. Também tiveram seus registros de porte de arma de fogo suspensos e suas visitas foram restritas.

O cumprimento das penas marca mais uma etapa no desfecho judicial da investigação sobre os atos golpistas de fim de 2022, que incluiu acampamentos em frente a quartéis e tentativas de invadir sedes dos Três Poderes.

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