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A Polícia Federal (PF) eliminou seis candidatos do seu concurso público em andamento por suspeita de fraude. A decisão foi comunicada aos participantes na última terça-feira (8) pela banca organizadora do certame, o Cebraspe. Os investigados têm até esta quarta-feira (10) para recorrer da medida.

A medida é um desdobramento da Operação Chiado, deflagrada em 25 de novembro com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes em concursos públicos. Durante a ação, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas.

Fundamentação da decisão e itens apreendidos

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Em nota, a PF afirmou que a eliminação foi tomada "em estrita observância às normas previstas no edital e em conformidade com as medidas administrativas da instituição voltadas ao combate de irregularidades em processos seletivos". A corporação reforçou que monitora permanentemente todas as fases de seus concursos para garantir "igualdade de condições, lisura e total transparência".

Na operação de novembro, foram apreendidos itens como baterias para equipamentos eletrônicos, adesivos de pele e eletrodos adesivos, que seriam utilizados para facilitar a comunicação fraudulenta durante as provas.

Contexto e próximos passos

A Operação Chiado investiga um grupo suspeito de oferecer, por valores que podem chegar a R$ 500 mil, esquemas para burlar a fiscalização em concursos de alto escalão, incluindo os da PF, da Receita Federal e do Banco Central. As investigações apontam para o uso de dispositivos de comunicação miniaturizados e camuflados.

Com a eliminação dos seis candidatos, a PF demonstra a aplicação prática das investigações em curso. O andamento do concurso e os possíveis novos desdobramentos da Operação Chiado serão acompanhados pela Corregedoria da instituição.