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Os preços do petróleo registraram alta na abertura dos mercados internacionais nesta segunda-feira (1º) após o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump fazer uma ameaça explícita ao Irã no domingo (31). Em publicação em sua rede social Truth Social, Trump afirmou que atacaria usinas de energia e pontes do país se o Estreito de Hormuz não fosse reaberto até terça-feira (2).

O fechamento da principal rota marítima para exportação de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) pelo Irã, em retaliação a bombardeios dos EUA e Israel no final de fevereiro, já vinha causando choques na economia global. A nova ameaça de escalada do conflito acentuou a volatilidade nos preços das commodities.

Alta nos contratos futuros

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Às 18h (horário de Nova York) desta segunda, os contratos futuros do petróleo Brent eram negociados a US$ 109,57 o barril, ante US$ 109,24 no fechamento da sessão de sexta-feira. Já os contratos do West Texas Intermediate (WTI), referência americana, subiram 3%, atingindo US$ 115 o barril, após fecharem a US$ 111,54 na sexta.

A ameaça direta de Trump foi postada em sua conta no Truth Social: "Terça-feira será o Dia da Usina de Energia, e o Dia da Ponte, tudo em um só, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram a porra do Estreito, seus malucos, ou vocês viverão no Inferno - SÓ ESPEREM! Louvado seja Alá", escreveu o ex-presidente.

Impacto no preço dos combustíveis

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O fechamento do Estreito de Hormuz, por onde passa um quinto do petróleo e GNL mundial, já vinha pressionando os preços da energia globalmente. Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina ultrapassou US$ 4 o galão pela primeira vez desde 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia.

Os custos com alimentos também estão em alta no país. No setor de aviação, o preço do querosene de aviação (QAV) atingiu US$ 195 no final de março. Esses aumentos, somados a eventuais escassezes, têm levado algumas companhias aéreas a repassar custos extras para os passageiros ou a cancelar voos.

Contexto do conflito

A tensão atual remonta ao final de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel iniciaram bombardeios ao Irã. Como resposta, o governo iraniano efetivamente fechou o Estreito de Hormuz para a navegação comercial, uma ação com impacto direto no fluxo global de energia.

Analistas de mercado alertam que uma eventual ação militar americana contra infraestruturas críticas iranianas, como usinas de energia, poderia desencadear uma nova e significativa alta nos preços do petróleo, com reflexos imediatos na inflação mundial e no custo de vida da população.