Prefeitura do Rio oficializa aumento da tarifa de ônibus para R$ 5,00 em 2026
Valor da passagem sobe R$ 0,30, e diferença para remuneração das empresas será coberta por subsídio municipal.
A Prefeitura do Rio de Janeiro oficializou, nesta terça-feira (30), o aumento da tarifa do transporte público municipal. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município por meio do Decreto Rio nº 57.473 e estabelece o novo valor de R$ 5,00 para a passagem, que entrará em vigor a partir do dia 4 de janeiro de 2026.
O reajuste, de R$ 0,30 sobre o valor atual de R$ 4,70, será aplicado a todos os modais sob gestão do município. A lista inclui os ônibus municipais, o BRT (Bus Rapid Transit), o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), o transporte complementar ("cabritinho"), o transporte especial complementar e o Bilhete Único Carioca.
Subsídio cobre diferença para empresas
Embora o passageiro pague R$ 5,00, o decreto estabelece que a tarifa de remuneração das empresas concessionárias será de R$ 6,60. A diferença de R$ 1,60 entre o valor público e o pago às empresas será coberta por subsídio direto da Prefeitura do Rio.
Esse modelo de subsídio segue acordos judiciais firmados entre o município, o Ministério Público e os consórcios que operam o sistema de transporte coletivo da cidade, visando equilibrar as contas do setor.
Novo parâmetro para cálculo do subsídio
O texto oficial também fixa em R$ 9,00 o novo Indicador de Receita por Quilômetro (IRK), parâmetro técnico utilizado para calcular o valor do subsídio repassado às empresas. Este novo indicador passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026.
O decreto prevê que o valor do IRK poderá ser reajustado posteriormente, conforme regras estabelecidas nos contratos de concessão e em decisões judiciais relacionadas ao tema.
Contexto e próximos passos
O aumento ocorre em um contexto de pressão por reequilíbrio financeiro das operadoras de transporte, que alegam custos crescentes. A última alteração tarifária no sistema municipal ocorreu em 2023.
A implementação da nova tarifa em 2026 dará tempo para que a prefeitura organize o fluxo de subsídios e para que a população se adapte à mudança. A gestão municipal deverá detalhar nos próximos meses os impactos orçamentários da medida.
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