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Você já imaginou lutar pelos direitos humanos e, por isso, ser condenada a definhar lentamente dentro de uma prisão? Pois é exatamente o que está acontecendo com a ativista e Nobel da Paz iraniana Narges Mohammadi.

Ela foi transferida com urgência para um hospital no noroeste do Irã após sofrer dois desmaios seguidos e uma grave crise cardíaca. O estado de saúde dela é catastrófico, e a vida corre perigo iminente.

O colapso físico de uma ativista

Segundo a Fundação Narges Mohammadi, a laureada com o Nobel de 2023 desmaiou duas vezes na manhã deste sábado (2) na prisão de Zanjan. Os advogados acreditam que ela já havia sofrido um ataque cardíaco no final de março.

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Na ocasião, Mohammadi estava pálida, tinha perdido peso e mal conseguia andar sem ajuda de uma enfermeira. Agora, o quadro se agravou: a pressão arterial disparou e não responde mais a medicamentos.

“Ela perdeu cerca de 20 quilos em poucos meses. A vida dela está em perigo iminente”, alerta o relatório da fundação, obtido pela agência Associated Press (AP).

140 dias de abandono médico

A transferência para o hospital só ocorreu após 140 dias de negligência médica sistemática, desde que ela foi detida em 12 de dezembro. A ativista sofre de dores persistentes no peito e precisa de pelo menos um mês de cuidados cardíacos especializados.

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O médico legista iraniano confirmou a necessidade do tratamento. Mas os procuradores de Teerã se recusaram a conceder uma suspensão temporária da pena. “O estado dela atingiu um ponto crítico”, denunciou a equipe de advogados.

O grito do Comitê Nobel

De Oslo, o presidente do Comitê Nobel, Jørgen Watne Frydnes, foi direto: “Sem esse tratamento, a vida dela está em perigo”. Ele pediu que as autoridades iranianas transfiram Mohammadi para Teerã imediatamente, para que seus próprios médicos possam atendê-la.

Mohammadi foi condenada em fevereiro a mais sete anos e meio de prisão por acusações de conluio contra a segurança do Estado e propaganda. A verdadeira acusação? Sua luta contra a pena de morte e o uso obrigatório do véu imposto pela teocracia islâmica.

O que acontecerá se o Irã continuar ignorando os apelos internacionais? A história está sendo escrita agora, e cada minuto pode ser fatal para uma das vozes mais corajosas do mundo.