Rebocador encalhado em Macaé gera pressão por retirada e debate sobre segurança offshore</title>
Embarcação Skandi Amazonas está na Praia Campista desde 15 de maio; Câmara e moradores cobram agilidade na remoção.</summary>
O rebocador Skandi Amazonas, que encalhou na Praia Campista, em Macaé (RJ), no dia 15 de maio, voltou a ser alvo de cobranças após pedido verbal do presidente da Câmara Municipal, Alan Mansur (Cidadania), para que a retirada da embarcação seja acelerada. O parlamentar destacou que a remoção é essencial para minimizar riscos e evitar o agravamento do caso.
Moradores da região afirmam que o acidente pode ter impactos significativos na pesca artesanal e no turismo local, já que a Praia Campista é uma das mais frequentadas do município. Enquanto os trabalhos de remoção seguem, órgãos responsáveis monitoram a situação, e a população acompanha na expectativa de que a operação seja bem-sucedida sem danos ambientais.
O acidente
A embarcação de apoio marítimo, que prestava serviços para a Petrobras, encalhou com 29 trabalhadores a bordo. A hipótese inicial é de que o casco tenha se rompido após colisão com um banco de pedras ao se aproximar do Porto de Macaé, causando entrada de água. O comandante realizou manobra intencional de encalhe como medida de segurança.
A Marinha do Brasil, no entanto, afirmou que o navio teria batido em um fundo de rochas nas proximidades da Pedra do Pescador. No dia 23 de maio, ondas fortes atingiram a embarcação, deslocando-a para uma nova posição.
Impactos e debate público
O Skandi Amazonas pertence ao DOF Group, companhia norueguesa que assinou contrato de R$ 11 bilhões para construir quatro equipamentos submarinos para a Petrobras. A empresa afirma que a embarcação está em situação estável, sem riscos para pessoas e sem danos ambientais identificados, com monitoramento contínuo.
O episódio ampliou a discussão sobre a necessidade de protocolos eficientes para acidentes com embarcações offshore (navios projetados para operar em alto-mar), atividade essencial para a economia de Macaé. O presidente da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (Ompetro) e prefeito de Campos dos Goytacazes, Frederico Paes (MDB), afirmou que o caso mostra que a atividade petrolífera gera impactos permanentes e exige estrutura e capacidade de resposta do poder público.
Repercussão no STF
O encalhe foi citado durante julgamento sobre royalties do petróleo no Supremo Tribunal Federal (STF). A corte utilizou o caso como argumento para defender o direito das cidades produtoras de petróleo de manter a compensação financeira. A lógica usada foi de que o petróleo é um recurso natural não renovável que pertence à sociedade, e quem o extrai paga um "aluguel" por isso.
Os próximos passos envolvem a continuidade das operações de remoção e o monitoramento ambiental, enquanto autoridades e especialistas aguardam o desfecho da situação.
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