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São Paulo quebra recorde de calor três vezes em quatro dias durante fim de ano "bizarro"
Ciência e Tecnologia

São Paulo quebra recorde de calor três vezes em quatro dias durante fim de ano "bizarro"

Meteorologista classifica período como fora da curva histórica, com temperaturas que chegaram a 37,2°C e quase alcançaram o recorde absoluto da cidade.

Redação
Redação

29 de dezembro de 2025 ·
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O fim de ano de 2025 em São Paulo foi marcado por um evento climático descrito como "bizarro" pelo meteorologista Luiz Nachtigall, da Metsul Meteorologia. Entre os dias 25 e 28 de dezembro, a capital paulista quebrou o recorde mensal de temperatura máxima três vezes, superando uma marca que permanecia inalterada há 27 anos.

Segundo Nachtigall, as condições climáticas fugiram "absolutamente à curva do clima histórico", configurando um fenômeno com grande desvio e anomalia significativa. A estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Mirante de Santana, referência oficial para a cidade, registrou as temperaturas excepcionais.

Sequência de recordes históricos

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O recorde anterior para dezembro, de 35,6°C datado de 3 de dezembro de 1998, foi superado no dia de Natal, quando os termômetros marcaram 35,9°C. No dia seguinte, 26 de dezembro, a temperatura subiu para 36,2°C. Após um breve alívio no sábado (27), com 35,5°C, o domingo (28) registrou o pico de 37,2°C.

Nachtigall destaca que a probabilidade estatística de quebrar um recorde mensal três vezes em quatro dias era extremamente baixa. A máxima de 37,2°C ficou a apenas 0,6°C do recorde absoluto da cidade desde o início das medições em 1943, que é de 37,8°C, registrado em 17 de outubro de 2014.

Contexto climático e definição técnica

O meteorologista explica que, embora seja verão, não é comum temperaturas tão elevadas nesse período no Sudeste, que corresponde à temporada chuvosa anual. As temperaturas mais altas costumam ocorrer no fim do inverno e início da primavera, fase final da estação seca.

Box explicativo: Na meteorologia, o termo "recorde" é reservado para extremos observados em séries históricas de longo prazo (que podem chegar a 150 anos), como os recordes mensais ou absolutos. Não se confunde com as temperaturas máximas ou mínimas do ano, que representam apenas o maior ou menor valor registrado até aquele momento. Apenas alguns países, como os Estados Unidos, ainda adotam recordes diários.

Próximos passos e monitoramento

O Inmet continua monitorando as condições climáticas na capital paulista. Especialistas alertam para a necessidade de acompanhar se eventos extremos como este se tornarão mais frequentes devido às mudanças climáticas globais. A população é orientada a seguir as recomendações das autoridades de saúde durante dias de calor intenso.

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