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O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a liberação de R$ 3,7 bilhões em precatórios devidos pela União a sete estados brasileiros. A quantia é referente a uma recomposição financeira do extinto Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). A medida foi assinada nesta semana pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

O STF entendeu que a União fez repasses inferiores aos devidos durante a vigência do Fundef, que funcionou de 1998 a 2006. Os valores corrigidos serão enviados aos estados para aplicação exclusiva em políticas públicas de educação e valorização dos profissionais da educação, conforme determinação do tribunal.

Estados beneficiados e valores individuais

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Os estados que receberão a recomposição financeira são: Bahia, Ceará, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte e Pará. Apenas o Pará ainda precisa apresentar documentação para viabilizar a transferência; os demais casos já cumpriram todas as etapas e aguardavam a liberação final.

Os valores a serem recebidos por cada estado, conforme dados do STF, são:

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Bahia: R$ 1.341.625.122,12

Pará: R$ 887.068.861,81

Pernambuco: R$ 433.679.414,19

Ceará: R$ 341.898.921,84

Alagoas: R$ 335.967.880,47

Rio Grande do Norte: R$ 225.680.766,24

Sergipe: R$ 51.743.687,02

Entenda o que são precatórios

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), precatórios são ordens de pagamento emitidas pelo Poder Judiciário para que governos (municípios, estados ou União) quitem dívidas decorrentes de condenações judiciais definitivas. Eles são a forma legal de executar o pagamento de uma dívida da Fazenda Pública.

Fundo substituído em 2006

O Fundef foi substituído em 2006 pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), que ampliou o alcance dos recursos para toda a educação básica. A controvérsia judicial se deu porque o STF considerou que o cálculo do valor mínimo anual por aluno, durante o período do Fundef, foi feito de forma equivocada pela União, gerando a diferença agora corrigida.

Impacto e próximos passos

Em nota, o Supremo afirmou que a medida "dá continuidade ao cumprimento das decisões da Corte e assegura a efetividade dos direitos reconhecidos aos estados, além de fortalecer o financiamento da educação pública e a valorização dos professores". Com a autorização, os governos estaduais poderão dar início aos procedimentos para levantamento dos valores e sua aplicação na área educacional.