Uber quer ser seu app de tudo: hotéis, restaurantes e mais já estão no mesmo lugar

Uber quer ser seu app de tudo: hotéis, restaurantes e mais já estão no mesmo lugar

A gigante dos transportes anuncia parceria com Expedia e OpenTable para virar o superapp americano — e já tem 50 milhões de assinantes pagantes.

Redação
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10 de maio de 2026

Você já imaginou pedir um carro, reservar um hotel, marcar um restaurante e até comprar itens de supermercado sem sair do mesmo aplicativo? Pois é exatamente isso que a Uber está construindo — e o plano é mais ambicioso do que nunca.

Na última semana, durante o evento anual GO-GET, em Nova York, a empresa revelou uma série de novidades que transformam o app em uma verdadeira central de serviços. A principal delas: usuários nos Estados Unidos agora podem reservar hotéis diretamente pelo Uber, em uma parceria com o Expedia Group que dá acesso a mais de 700 mil propriedades ao redor do mundo.

O superapp que a Uber sempre quis ser

Desde 2019, a empresa falava em se tornar um "superapp" — aqueles aplicativos que fazem de tudo, como o chinês WeChat. Mas foi a concorrência com a Waymo, dona dos carros autônomos, que acelerou os planos. Agora, a Uber quer que você nunca mais precise abrir outro app.

Para quem é assinante do Uber One (US$ 9,99 por mês), os benefícios são ainda mais tentadores: 20% de desconto em uma lista rotativa de 10 mil hotéis e 10% de volta em créditos. E não para por aí. Ainda neste ano, a plataforma vai incluir aluguéis de temporada pelo Vrbo e reservas em restaurantes via OpenTable.

Praveen Neppalli Naga, CTO da Uber, explicou a estratégia em evento do TechCrunch: "Você pega um Uber, vai ao aeroporto, voa, pega outro Uber, vai ao hotel, vai a um restaurante. Há um fluxo natural que podemos construir."

O segredo por trás da adesão em massa

A grande sacada da empresa é transformar cada novo serviço em um motivo a mais para você pagar o Uber One. E está funcionando: 50 milhões de pessoas já são assinantes e respondem por cerca de metade de todas as reservas da plataforma.

Enquanto isso, a concorrência não dorme. O Airbnb fechou parceria com a Welcome Pickups para oferecer transfers aeroportuários em 125 cidades. E Elon Musk promete transformar o X (antigo Twitter) em um superapp com serviços bancários.

Mas a Uber aposta na base já existente: 199 milhões de usuários ativos por mês que já cadastraram o cartão de crédito no app. Convencê-los a reservar um hotel é muito mais fácil do que fazê-los baixar algo novo.

Os números recentes reforçam a tese: a receita com entregas (Uber Eats) cresceu 34% no primeiro trimestre, para US$ 5,07 bilhões, puxando a empresa para perto do empate com os ganhos de mobilidade.

Ainda assim, Wall Street não está totalmente convencida. As ações da Uber caíram cerca de 8% no último ano. Mas com meio bilhão de assinantes pagantes e um ecossistema que só cresce, a pergunta que fica é: quantos superapps o mercado americano vai suportar?

Para o consumidor, a notícia é boa: menos apps, mais descontos e uma experiência cada vez mais integrada. O futuro dos serviços pode estar prestes a ficar mais simples — e mais barato.

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