Você já ouviu falar em "vibe coding"? A expressão virou febre no mundo da tecnologia, foi eleita a palavra do ano pelo dicionário Collins e define o ato de programar usando inteligência artificial. Mas o criador da ferramenta que está no centro dessa revolução já está de saco cheio dela.
O próprio criador quer se livrar do termo
Boris Cherny, o cérebro por trás do Claude Code — o produto de codificação da Anthropic que já fatura bilhões —, disse ao Business Insider que a palavra "vibe" soa superficial demais para o que a ferramenta realmente entrega. "Estou procurando alternativas", revelou.
A expressão foi cunhada por Andrej Karpathy, cofundador da OpenAI, no início de 2025. De lá para cá, virou um guarda-chuva para descrever qualquer código escrito com ajuda de IA. Mas Cherny acha que o termo diminui a seriedade de um produto que já gerou milhões de linhas de código útil.
Ele pediu ajuda ao próprio Claude — e não gostou da resposta
Numa jogada curiosa, Cherny pediu que o próprio Claude, o chatbot da Anthropic, sugerisse um novo nome. A resposta foi "agentic engineering" — outra expressão cunhada por Karpathy. Mas Cherny achou que "não tem o mesmo impacto".
Enquanto isso, a documentação oficial da Anthropic chama o Claude Code de "assistente de codificação com IA" e "ferramenta de codificação agêntica". Já a OpenAI prefere o termo "agente de codificação" para o Codex, seu concorrente direto.
E agora? A missão foi passada para você
Cherny quer a ajuda do público. Ele sugeriu que os leitores enviem suas ideias de substituição para "vibe coding" diretamente a ele pelo X (antigo Twitter), no perfil @bcherny. "Se for boa, eu uso", prometeu.
A busca por um novo nome não é apenas uma questão de vaidade. Ela reflete um momento de amadurecimento da indústria: ferramentas de IA que antes pareciam brinquedos agora movimentam bilhões de dólares e estão redesenhando o mercado de trabalho. Chamar isso de "vibe" pode ser, no mínimo, um desserviço.
O impacto? Se um novo termo pegar, ele pode mudar a forma como empresas, investidores e programadores enxergam o valor real dessas ferramentas — saindo do campo da "curiosidade" e entrando de vez no território da produtividade e da seriedade profissional.