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Venezuelana queimada por forças pró-Maduro pede pena máxima ao ex-ditador
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Venezuelana queimada por forças pró-Maduro pede pena máxima ao ex-ditador

Mulher desfigurada após ataque com água fervente em 2021 protestou em frente a tribunal em Nova York.

Redação
Redação

5 de janeiro de 2026 ·
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Uma mulher venezuelana queimada por forças de segurança durante protestos contra o governo de Nicolás Maduro pediu a pena máxima para o ex-ditador em manifestação realizada nesta segunda-feira (5) em Nova York, nos Estados Unidos. Ela se reuniu com dezenas de pessoas em frente ao tribunal federal onde Maduro e sua esposa, Cilia Flores, prestaram depoimento após serem capturados pelas forças militares norte-americanas no último sábado (3).

A venezuelana, que se identificou apenas como Carmen, imigrou para os EUA após o ataque e trabalha em um centro comunitário em New Rochelle. Ela carregava cartazes em apoio ao ex-presidente Donald Trump e pedia a prisão de Maduro, que se declarou inocente das acusações de narcoterrorismo.

Ataque com água fervente em 2021

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Carmen contou ao New York Post que ficou desfigurada após forças militares venezuelanas jogarem água fervente sobre ela durante um protesto antigovernamental em Caracas, em 2021. Ela mostrou uma foto em seu celular onde aparece gravemente queimada e afirmou que foi "torturada" pelo regime de Maduro por exercer sua liberdade de expressão.

"Eles jogaram água fervente em mim. Foi por causa dos protestos. Não me foi permitida a liberdade de expressão", declarou Carmen. Ela optou por não revelar seu nome completo por ainda ter família na Venezuela e temer por sua segurança.

Protesto e confronto de narrativas

O protesto de Carmen ocorreu simultaneamente a um pequeno grupo de manifestantes de esquerda que se reuniu no mesmo local para protestar contra a prisão de Maduro ordenada por Donald Trump. A venezuelana se opôs veementemente a esse grupo.

"O que eles pensam é completamente oposto ao que Maduro representa. Ele é um assassino, um criminoso. Eles não entenderiam. Eles nunca entenderão o que é passar fome ou ir a um hospital e não receber ajuda", disse Carmen. Ela acrescentou: "Eles podem estar protestando aqui e nada lhes acontecerá. Na Venezuela, seriam oprimidos, alvejados."

Contexto da prisão e pedido por justiça

Nicolás Maduro foi capturado no último sábado (3) e enfrenta acusações de narcoterrorismo nos Estados Unidos. Durante seu depoimento inicial, ele se declarou inocente. A manifestação de Carmen ocorreu no mesmo dia dessa audiência.

Seu apelo foi direto: "Estou aqui hoje pedindo que sua sentença seja a mais longa possível — a pena máxima", afirmou a venezuelana, referindo-se a Maduro. O caso dela ilustra a repressão política e violações de direitos humanos frequentemente atribuídas ao regime chavista, que governa a Venezuela desde 1999.

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