Zanin suspende eleições indiretas para governador do Rio de Janeiro

Zanin suspende eleições indiretas para governador do Rio de Janeiro

Decisão do ministro do STF mantém desembargador no cargo até análise do plenário da Corte.

Redação
Redação

28 de março de 2026

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu, por meio de liminar, a realização de eleições indiretas para o governo do Rio de Janeiro. Com a decisão, o presidente do Tribunal de Justiça do estado, desembargador Ricardo Couto de Castro, permanece no cargo de governador interino até o julgamento do mérito do processo pelo plenário do STF.

Zanin determinou que a matéria seja discutida em plenário presencial, mas ainda não há data definida para a sessão. A definição do calendário ficará sob responsabilidade do presidente do STF, ministro Edson Fachin.

Contexto da decisão e votação anterior

A liminar foi concedida após o PSD entrar com um novo pedido de suspensão do entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que havia liberado a realização do pleito indireto no estado. A ação ocorreu na última sexta-feira (27).

No mesmo dia, o STF havia formado maioria para que a eleição indireta para o mandato-tampão fosse realizada por meio de voto secreto. Seis ministros votaram a favor desse formato: Cármen Lúcia, Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli, Luiz Edson Fachin e Luiz Fux.

Os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e o próprio Cristiano Zanin votaram pela realização de votação direta.

O que são eleições indiretas?

Nas eleições indiretas, a escolha do governador é realizada pelos deputados da Assembleia Legislativa do estado (Alerj). No Rio de Janeiro, o processo foi regulamentado pela Lei Complementar 229/26, sancionada em março de 2026.

A lei foi criada em um processo inédito, após as renúncias de Cláudio Castro e Thiago Pampolha, que ocupavam, respectivamente, os cargos de governador e vice-governador do estado.

Próximos passos

Com a suspensão determinada por Zanin, a situação permanece em stand-by. O desembargador Ricardo Couto de Castro segue como interino até que o plenário do Supremo Tribunal Federal se reúna para julgar definitivamente a constitucionalidade do processo de eleição indireta no estado.

A decisão final da Corte definirá se os deputados estaduais poderão escolher o novo governador ou se será necessário convocar novas eleições diretas.

Deixe seu Comentário
0 Comentários

Privacidade e Cookies

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa política.