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Um corredor de umidade associado à Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) deve provocar chuvas intensas e persistentes na região Sudeste do Brasil nos próximos dias. O alerta foi emitido pela Metsul Meteorologia, que prevê acumulados que podem variar entre 100 mm e 300 mm ao longo de uma semana, com picos de 50 mm a 100 mm em poucas horas.

Os maiores volumes são esperados para o interior de São Paulo, Triângulo Mineiro, Sul de Minas Gerais e estado do Rio de Janeiro. A instabilidade, reforçada por um centro de baixa pressão na costa, deve se prolongar, com uma nova frente fria intensificando as precipitações no início da próxima semana.

Risco de desastres e solo saturado

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A Metsul emitiu um alerta para alta probabilidade de alagamentos, inundações repentinas e deslizamentos de terra. O perigo é agravado porque o solo em várias localidades já está saturado pelas chuvas dos primeiros dias de fevereiro. "Os volumes apenas nestes primeiros dez dias do mês devem superar a média mensal em diversas cidades da região", enfatizou o instituto.

O comunicado oficial adverte sobre o "grave risco à vida humana" durante enxurradas com correntezas intensas. Além da chuva volumosa, há previsão de temporais isolados com raios e rajadas de vento forte.

Entenda o fenômeno da ZCAS

A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) é um corredor de umidade, um "rio atmosférico", que se estende da região amazônica até o litoral do Sudeste. Trata-se de um fenômeno sazonal típico do verão, comum entre novembro e março, que pode durar até dez dias consecutivos.

Esses episódios são conhecidos por gerar volumes extremamente altos de precipitação no Sudeste, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e também em partes do Centro-Oeste. Eles costumam ser iniciados pela passagem de frentes frias pelo Sul do Brasil.

Alerta prolongado e próximos passos

"Sempre que se forma um episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul aumenta a preocupação com chuva excessiva a extrema no Sudeste do Brasil", concluiu a Metsul. A população das áreas de risco deve ficar atenta aos avisos das defesas civis municipais e estaduais, evitando transitar em áreas alagadas ou próximas a encostas.

O cenário de instabilidade prolongada exige monitoramento constante dos órgãos oficiais, que podem emitir novos alertas conforme a evolução das condições meteorológicas.