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Anvisa proíbe venda de fórmulas infantis da Nestlé por risco de contaminação
Saúde e Bem-Estar

Anvisa proíbe venda de fórmulas infantis da Nestlé por risco de contaminação

Órgão alerta que consumo pode causar vômito persistente, diarreia e letargia em crianças.

Redação
Redação

7 de janeiro de 2026 ·
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (7), a proibição da venda, distribuição e uso de lotes específicos de fórmulas infantis da Nestlé. A medida foi tomada após a identificação de risco de contaminação dos produtos com a toxina cereulide.

Os itens afetados pertencem às marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino. A Anvisa orienta pais e responsáveis a verificarem o número do lote impresso no rótulo e a não utilizarem produtos dos lotes recolhidos.

Sintomas e orientações às famílias

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Segundo a agência reguladora, o consumo dos produtos contaminados pode causar "vômito persistente, diarreia ou letargia, que é a sonolência excessiva, lentidão de movimentos e raciocínio, e incapacidade de reagir e expressar emoções".

A Anvisa recomenda que, em caso de a criança apresentar sintomas compatíveis, os responsáveis busquem atendimento médico imediatamente. "Ao procurar atendimento, é importante informar o alimento que foi consumido, se possível com uma amostra da embalagem", ressalta o órgão.

Recall voluntário global precede decisão brasileira

A decisão da Anvisa ocorre um dia após a Nestlé realizar um recall voluntário de alguns lotes de fórmulas infantis em mais de 30 países. A multinacional informou que os produtos apresentaram, possivelmente, uma toxina bacteriana "capaz de provocar distúrbios digestivos".

A empresa afirma que, até o momento, não foram confirmadas doenças relacionadas aos produtos afetados. O Portal iG tentou contato com a Nestlé para obter um posicionamento, mas não obteve retorno até a finalização desta matéria.

Como identificar os lotes afetados

A Anvisa esclarece que apenas lotes específicos estão sob proibição. Os consumidores devem localizar o número do lote, que está impresso no rótulo da embalagem. Caso o produto pertença a um dos lotes recolhidos, não deve ser utilizado. Os demais lotes dessas marcas não foram afetados pela medida e permanecem liberados para consumo.

A agência mantém o alerta ativo e deve publicar em seu site oficial a lista completa dos números de lote sob restrição para consulta pública.

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