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Após ação na Venezuela, Trump defende controle da Groenlândia por segurança nacional
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Após ação na Venezuela, Trump defende controle da Groenlândia por segurança nacional

Presidente americano cita presença russa e chinesa no Ártico para justificar interesse no território dinamarquês.

Redação
Redação

5 de janeiro de 2026 ·
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu publicamente a ideia de assumir o controle da Groenlândia, apenas um dia após uma operação militar americana ter derrubado o presidente venezuelano Nicolás Maduro. A declaração foi feita no domingo (04), a bordo do Air Force One, durante o retorno de Mar-a-Lago, na Flórida, para Washington.

Trump justificou o interesse afirmando que a região se tornou ainda mais estratégica para a segurança nacional dos EUA. "Está tudo muito estratégico agora. A Groenlândia está coberta de navios russos e chineses por toda parte", disse o presidente a repórteres. "Precisamos da Groenlândia para a segurança nacional, e a Dinamarca não vai conseguir fazer isso."

Contexto geopolítico e reação internacional

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A Groenlândia, território autônomo dinamarquês localizado no Ártico, é considerada uma área-chave para a geopolítica global devido à sua posição entre a América do Norte, a Europa e a Rússia. A região abriga rotas marítimas estratégicas, que ganham importância com o derretimento do gelo, além de reservas minerais e potencial para exploração de recursos naturais.

A declaração de Trump gerou tensão imediata com a Dinamarca. A primeira-ministra do país, Mette Frederiksen, afirmou à Associated Press que o presidente americano "não tem direito de anexar" o território. Ela ressaltou que a Dinamarca já concede amplo acesso militar aos Estados Unidos na Groenlândia por meio de acordos de segurança, já que ambos são membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Presença militar e estratégia dos EUA

Os Estados Unidos mantêm presença militar na Groenlândia há décadas, especialmente por meio da Base Espacial de Pituffik, usada para monitoramento de mísseis e atividades no Ártico. Nos últimos anos, o avanço da Rússia e da China na região aumentou o interesse estratégico de Washington.

A postura de Trump faz parte da Estratégia de Segurança Nacional divulgada pelo governo no mês passado, que estabelece como prioridade a restauração da "preeminência americana no Hemisfério Ocidental". O presidente tem citado com frequência a Doutrina Monroe, do século XIX, para justificar uma atuação mais agressiva na política externa, chegando a chamá-la, em tom de brincadeira, de "Doutrina Don-roe".

Operação na Venezuela e acusações a Cuba

No mesmo dia das declarações sobre a Groenlândia, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, acusou Cuba de sustentar politicamente Nicolás Maduro. Em entrevista ao programa "Meet the Press", da NBC, Rubio alertou que o governo cubano está "em grandes apuros".

"Não vou falar agora sobre quais serão nossos próximos passos, mas não é mistério que não somos grandes fãs do regime cubano, que, aliás, sustentava Maduro", declarou o secretário de Estado.

Próximos passos e incertezas

Questionado anteriormente se a ação militar na Venezuela poderia indicar uma postura semelhante em relação à Groenlândia, Trump disse ao The Atlantic que a situação ainda não está clara. "Eles vão ter que ver isso por conta própria. Eu realmente não sei", declarou o presidente.

A operação militar em Caracas e as novas declarações sobre o Ártico reacendem debates sobre influência, soberania e segurança no extremo norte do planeta, indicando uma fase de maior assertividade na política externa americana.

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