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Carnaval não oficial toma Centro do Rio com blocos e criatividade apesar da chuva

Carnaval não oficial toma Centro do Rio com blocos e criatividade apesar da chuva

Foliões, músicos e ambulantes sustentam festa espontânea que começou na Praça da Pira Olímpica e seguiu para a Praça Mauá.

Redação
Redação

5 de janeiro de 2026 ·
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A chuva da manhã de domingo (4) não impediu que foliões ocupassem a Praça da Pira Olímpica, em frente ao CCBB, no Centro do Rio de Janeiro, dando início ao chamado Carnaval não oficial. Dali, diversos blocos seguiram em cortejo até a Praça Mauá, em uma celebração espontânea, sem apoio direto da Prefeitura ou do Governo do Estado, mas movida pela vontade coletiva de ocupar as ruas.

A festa foi marcada pela diversidade de fantasias, alegria e um espírito de colaboração entre participantes. A organização é feita pelos próprios foliões, músicos e ambulantes, que garantem a rotatividade dos blocos e o sustento da economia informal do evento.

Personagens e o espírito da folia

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Entre os participantes, Ana Maria do Carnaval, que não revelou sua identidade real, resumiu a receita para a maratona: “Protetor solar, muita água, alegria e amor”. As amigas Bárbara Costa, 38 anos, e Camila Bento, 36 anos, ambas de Bangu, defenderam o carnaval de rua como a cara do Rio. Fantasiada com inspiração na música “Alô, Virgínia”, Camila Bento destacou a criatividade, enquanto Bárbara Costa foi direta sobre seus desejos: “Alegria, criatividade e beijo na boca”.

Organização coletiva e sustentação econômica

Magno Miller, um dos organizadores do bloco Banheiro do Gugu, explicou o modelo: a proposta é circular pelas ruas, da Pira Olímpica até a Praça Mauá, com constante rotatividade de atrações. “É um carnaval feito por foliões, músicos e ambulantes. Sem essa tríade, ele não se sustenta”, afirmou Miller, destacando o fortalecimento da economia informal.

As fantasias criativas foram protagonistas. Gabriel Tavares, 37 anos, compareceu vestido de “Gandalf, o cinzento, do Senhor dos Anéis”. Para ele, o carnaval já começou oficialmente para quem está na rua e deve continuar além do calendário tradicional.

Diversidade de origens e temas em evidência

A folia também mostrou sua pluralidade. Tom Oliveira, paulista radicado no Rio, brincou com a rivalidade entre os dois estados em sua fantasia. Ao seu lado, Iarlei Prado, de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, chamou atenção ao se fantasiar de ChatGPT, inspirado em um dos temas mais em evidência atualmente.

Mesmo sem a estrutura oficial do poder público, o Carnaval não oficial do Centro do Rio demonstrou a força da ocupação consciente do espaço público, do respeito entre os foliões e da celebração autêntica da cultura popular carioca.

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