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O presidente e CEO da BlackRock, Larry Fink, questionou publicamente nesta terça-feira (17) a relevância do Fórum Econômico Mundial (WEF) para a sociedade. Em discurso de abertura do evento em Davos, na Suíça, o executivo recebeu mais de mil outros chefes de empresa e ponderou se alguém fora da sala se importaria com o encontro.

"Porque, sendo honesto, para muitas pessoas esta reunião parece fora de sintonia com o momento: elites em uma era de populismo, uma instituição estabelecida em uma era de profunda desconfiança institucional", afirmou Fink.

Crítica interna em evento de elite

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O discurso de Fink, um dos líderes financeiros mais influentes do mundo, estabeleceu o tom para uma semana que promete ser marcante no cenário global. "E há verdade nessa crítica", acrescentou o CEO da BlackRock, que também preside o Fórum. "Eu acreditei neste fórum por muito tempo. Certamente não estaria liderando-o se não acreditasse. Mas também é óbvio que o mundo agora deposita muito menos confiança em nós para ajudar a moldar o que vem a seguir."

O Fórum Econômico Mundial reúne anualmente em Davos líderes políticos, CEOs de grandes corporações, acadêmicos e figuras da sociedade civil para discutir os principais desafios globais.

Contexto de desconfiança e alianças

As declarações de Fink ocorrem em um momento de crescente desconfiança popular em instituições tradicionais e avanço de movimentos populistas em diversas democracias ocidentais. O executivo admitiu que o evento, frequentemente criticado por ser um clube de elites desconectadas da realidade, precisa enfrentar essa percepção.

A semana em Davos é tradicionalmente um palco onde grandes acordos são fechados e novas alianças são forjadas, muitas vezes à margem da agenda oficial. Este ano, o evento ocorre em meio a significativa turbulência no cenário político internacional, o que deve influenciar os debates.

Agenda carregada com líderes da tecnologia

Além de Fink, o segundo dia de Davos terá discursos de outros pesos-pesados do setor de tecnologia. Estão previstas participações de Satya Nadella (CEO da Microsoft), Alex Karp (CEO da Palantir) e Marc Benioff (CEO da Salesforce). Suas falas serão acompanhadas de perto por indicações sobre o rumo da economia global e do setor de inovação.

Fundado em 1971, o WEF se descreve como uma organização internacional para cooperação público-privada. Seu encontro anual em Davos é um dos eventos mais emblemáticos do calendário geopolítico e econômico, mesmo enfrentando críticas constantes sobre seu impacto real e representatividade.