O jurista e colunista Ricardo Sayeg publicou um artigo no portal iG no qual analisa a busca por justiça no Brasil a partir de uma perspectiva espiritual e cristã. O texto, intitulado "A Fome de Justiça do Povo Brasileiro", utiliza a passagem bíblica "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados" (Mateus 5:6) como eixo central de sua argumentação.
Sayeg, que é professor livre-docente de Direito Econômico da PUC-SP e do Insper, afirma que a promessa feita por Jesus Cristo não é um mero enunciado moral, mas uma "certeza celeste" que abençoa o Poder Judiciário e seus magistrados. Para o autor, o Brasil, por ser um país "essencialmente cristão" em sua formação, carrega em sua alma nacional a justiça como um "valor sagrado".
Raízes cristãs e o espírito nacional
O artigo desenvolve a tese de que o clamor por justiça no país tem uma dimensão espiritual que vai além das esferas jurídica e política. Sayeg recorre ao conceito hegeliano de "espírito objetivo" para argumentar que a voz do povo edifica a justiça como um fundamento anterior e superior ao próprio Estado. "Essa fome e sede de justiça, tão presentes no Brasil contemporâneo, não são sinais de desesperança; ao contrário, constituem a confirmação viva de que o espírito nacional reconhece a diferença entre o justo e o iníquo", escreve.
O jurista defende que existe no coração brasileiro uma "expectativa messiânica legítima" em relação à justiça, baseada na fé em Jesus. Ele argumenta que crises morais, institucionais ou econômicas, por mais graves que sejam, não têm força para apagar essa vocação. "A injustiça pode ocupar momentaneamente o palco, mas jamais será a protagonista de nossa história", afirma.
Regeneração e a promessa de saciedade
Ricardo Sayeg sustenta que a justiça no Brasil não virá apenas pelo esforço humano, mas também pela "restauração espiritual de um povo que rejeita a mentira, a opressão, a corrupção e toda forma de degradação moral". Ele acredita que o país, por ter nascido "sob o signo da Cruz", guarda uma força de regeneração que nenhuma crise consegue sufocar.
O texto conclui com uma afirmação de esperança: "No fim, seremos saciados". Sayeg finaliza prevendo que a justiça, "divina e humana, prevalecerá sobre aqueles que tentam sufocá-la", evidenciando que "nenhuma injustiça é capaz de derrotar uma Nação que conserva viva a chama de sua fé".
Box explicativo: O autor
Ricardo Sayeg é jornalista, advogado especialista em Special Legal Situations, Jurista Imortal da Academia Brasiliense de Direito e da Academia Paulista de Direito. Além das atividades acadêmicas, é Oficial da Ordem do Rio Branco, presidente da Comissão de Direito Econômico Humanista do IASP, presidente da Comissão Nacional Cristã de Direitos Humanos do FENASP e Comandante dos Cavaleiros Templários do Real Arco Guardiões do Graal.