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Colunista Oscar Filho satiriza Brasil como paciente em terapia em texto do iG

Colunista Oscar Filho satiriza Brasil como paciente em terapia em texto do iG

Humorista descreve país como cliente ansioso e nostálgico que culpa outros por problemas e rejeita autocrítica.

Redação
Redação
7 de janeiro de 2026

Em sua coluna no portal iG, o humorista, ator e escritor Oscar Filho publicou um texto no qual relata, de forma satírica, uma sessão de terapia fictícia tendo o Brasil como paciente. A narrativa, intitulada "O Brasil no Divã", utiliza a metáfora psicanalítica para criticar aspectos do comportamento social e político do país.

Segundo o texto, uma psicanalista amiga do colunista teria atendido o Brasil, que chegou atrasado em "uns 526 anos". O paciente é descrito como alguém que fala alto, interrompe a terapeuta e chega reclamando do passado, presente e futuro, sem assumir responsabilidades. "Tudo é culpa de alguém, mas nunca dele", escreve Filho.

Nostalgia patológica e ansiedade

O colunista desenvolve a sátira apontando um "diagnóstico" de "nostalgia patológica". O Brasil, na narrativa, vive dizendo que "antes era melhor", mas não sabe explicar quando ou para quem, enquanto "requenta" elementos do passado. Paralelamente, é caracterizado como ansioso, desejando um "futuro perfeito, rápido, imediato e, de preferência, sem esforço pessoal".

Oscar Filho, um dos pioneiros do stand-up no Brasil e ex-integante do CQC, acumula experiência em humor e observação social. Ele foi indicado ao Emmy Internacional em 2024 e mantém o solo "Putz Grill..." há 11 anos.

Emergência emocional permanente e rejeição à análise

A crônica prossegue descrevendo um "estado grave" de "emergência emocional permanente", onde tudo é tratado como urgente, escândalo ou "fim do mundo". A tentativa da terapeuta de trazer o paciente para o presente é rejeitada, com a justificativa de que ele estava "resolvendo o passado e com medo do futuro".

O suposto diagnóstico final da psicanalista, conforme relatado por Filho, é que o problema do Brasil é o "excesso": "Excesso de estímulo, excesso de certeza, excesso de barulho. Uma mente assim não reflete. Ela só grita". A sátira também aborda a carência por figuras paternais e maternas na liderança e a contradição de reclamar da solidão enquanto trata todos como inimigos.

Fuga da sessão e conclusão simbólica

O texto culmina com a reação violenta do Brasil à pergunta final da terapeuta: "O que você pode fazer diferente amanhã?". A resposta, segundo a narrativa, foi um grito grosseiro, o paciente levantando os dedos do meio, acusando a profissional de parcialidade e saindo batendo a porta.

Ainda tentando um insight, a terapeuta sugere que a raiz dos problemas poderia estar "nos pais". O paciente, então, grita "CALA BOCA, PORTUGAL!", tira a bandeira que usava como capa e sai correndo pelas ruas de havaianas, sob o olhar de um "cãozinho caramelo". A crônica foi publicada sob o copyright do iG Publicidade e Conteúdo (2000-2026).

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