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Conselho de Segurança da ONU debate legalidade da prisão de Nicolás Maduro
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Conselho de Segurança da ONU debate legalidade da prisão de Nicolás Maduro

Sessão de emergência foi convocada pela Venezuela após captura do presidente por tropas dos EUA no último sábado.

Redação
Redação

5 de janeiro de 2026 ·
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O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) realizou uma sessão de emergência nesta segunda-feira (5) para debater a legalidade da operação que resultou na prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A reunião foi convocada a pedido do governo venezuelano, que contestou a ação militar conduzida pelos Estados Unidos.

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados durante a madrugada do último sábado (3) por tropas militares norte-americanas. Eles foram levados sob custódia para os Estados Unidos, em uma operação que gerou imediata repercussão e críticas no cenário internacional, levantando questões sobre soberania e direito internacional.

Contexto da Operação e Reação Internacional

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A ação militar dos EUA, que culminou na detenção do chefe de estado venezuelano, não foi previamente discutida ou autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU. A legalidade do ato é o cerne do debate aberto na sessão extraordinária, com vários países expressando preocupação sobre o precedente que tal operação pode estabelecer.

O governo dos Estados Unidos ainda não divulgou uma justificativa formal detalhada para a operação, nem as acusações específicas contra Maduro que teriam motivado a captura. A ausência de informações oficiais completas tem alimentado o debate sobre a legitimidade da ação.

Posicionamento da Venezuela e Próximos Passos

Em seu pedido de convocação da sessão, a Venezuela classificou a operação como um "ato de agressão" e uma violação flagrante de sua soberania e do direito internacional. A delegação venezuelana deve apresentar suas alegações formalmente durante os debates.

Especialistas em direito internacional ouvidos pela reportagem apontam que a discussão no Conselho de Segurança pode levar a uma resolução, mas sua aprovação depende do voto de seus membros permanentes, incluindo os próprios Estados Unidos, que possuem poder de veto.

O desfecho do debate e as possíveis medidas a serem tomadas pela comunidade internacional contra os EUA ou em apoio à Venezuela permanecem incertos. A situação coloca à prova os mecanismos diplomáticos e legais da ONU para resolver crises de alta tensão entre nações.

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