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Defesa de homem condenado por voadora fatal em idoso recorre da sentença

Defesa de homem condenado por voadora fatal em idoso recorre da sentença

Advogado alega que cliente não tinha intenção de matar e pede revisão da convalidação por júri popular.

Redação
Redação
15 de janeiro de 2026

A defesa de Tiago Gomes de Souza, condenado a 27 anos de prisão pelo assassinato do idoso Cesar Fine Torresi, de 77 anos, entrou com recurso para revisão da decisão do Tribunal do Júri. O crime ocorreu em junho de 2024, em Santos, após uma discussão de trânsito.

O advogado Eugênio Malavasi, representante de Tiago, não contesta a gravidade dos fatos, mas discorda da tipificação do crime como homicídio qualificado. Ele defende que o caso se enquadra em lesão corporal seguida de morte.

Defesa contesta intenção de matar

Em entrevista, o advogado afirmou que as provas não sustentam a condenação por homicídio. “Ele não sai para matar ninguém naquele dia. Ele se depara com uma situação inusitada, já ostentando preteritamente uma impulsividade agressiva”, declarou Malavasi.

O defensor argumenta que se trata de um crime “preterdoloso”, com “dolo de ferir, cuja consequência é culposa, ou seja, cuja morte é culposa”. Tiago Souza foi condenado na última quarta-feira (14) e cumprirá a pena em regime fechado.

Reconstituição dos fatos

O episódio começou quando Cesar Torresi atravessava a rua Pirajá da Silva com seu neto de 11 anos. Tiago freou bruscamente e o idoso se apoiou no capô do veículo, gerando uma discussão.

Tiago então saiu do carro e desferiu uma voadora no peito da vítima. O idoso caiu, bateu a cabeça no chão e, apesar de ser socorrido por um médico que passava no local, não resistiu. O laudo apontou traumatismo craniano e paradas cardíacas.

Fuga e prisão

Após a agressão, Tiago Gomes de Souza fugiu para um supermercado próximo, mas foi preso em flagrante pela Polícia Militar. O julgamento pelo júri popular ocorreu mais de um ano após o crime.

Com o recurso da defesa, o caso segue para análise em instância superior, que decidirá se mantém ou revisa a sentença de 27 anos de prisão.

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