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A defesa de Tiago Gomes de Souza, condenado a 27 anos de prisão pelo assassinato do idoso Cesar Fine Torresi, de 77 anos, entrou com recurso para revisão da decisão do Tribunal do Júri. O crime ocorreu em junho de 2024, em Santos, após uma discussão de trânsito.

O advogado Eugênio Malavasi, representante de Tiago, não contesta a gravidade dos fatos, mas discorda da tipificação do crime como homicídio qualificado. Ele defende que o caso se enquadra em lesão corporal seguida de morte.

Defesa contesta intenção de matar

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Em entrevista, o advogado afirmou que as provas não sustentam a condenação por homicídio. “Ele não sai para matar ninguém naquele dia. Ele se depara com uma situação inusitada, já ostentando preteritamente uma impulsividade agressiva”, declarou Malavasi.

O defensor argumenta que se trata de um crime “preterdoloso”, com “dolo de ferir, cuja consequência é culposa, ou seja, cuja morte é culposa”. Tiago Souza foi condenado na última quarta-feira (14) e cumprirá a pena em regime fechado.

Reconstituição dos fatos

O episódio começou quando Cesar Torresi atravessava a rua Pirajá da Silva com seu neto de 11 anos. Tiago freou bruscamente e o idoso se apoiou no capô do veículo, gerando uma discussão.

Tiago então saiu do carro e desferiu uma voadora no peito da vítima. O idoso caiu, bateu a cabeça no chão e, apesar de ser socorrido por um médico que passava no local, não resistiu. O laudo apontou traumatismo craniano e paradas cardíacas.

Fuga e prisão

Após a agressão, Tiago Gomes de Souza fugiu para um supermercado próximo, mas foi preso em flagrante pela Polícia Militar. O julgamento pelo júri popular ocorreu mais de um ano após o crime.

Com o recurso da defesa, o caso segue para análise em instância superior, que decidirá se mantém ou revisa a sentença de 27 anos de prisão.