Você já parou para pensar no tamanho da responsabilidade de comandar uma máquina com R$ 13 bilhões de orçamento e quase 20 mil servidores? Pois é exatamente isso que o desembargador Vicente de Oliveira Silva terá pela frente a partir de 1º de julho.
Nesta segunda-feira (27), ele foi eleito presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para o biênio 2026/2028. E o placar foi apertado, mas decidido já no primeiro turno: 86 votos contra 59 do adversário, o desembargador Maurício Soares.
O segredo por trás da vitória de Vicente de Oliveira
Dos 146 desembargadores que participaram da votação — de forma presencial e remota —, a maioria apostou na experiência de quem já conhece a casa por dentro e por fora. Vicente não é um rosto novo nos corredores do TJMG.
Natural de Água Boa (MG), ele começou sua trajetória no serviço público em 1979, como técnico judiciário da Justiça Federal. De lá para cá, foram décadas de dedicação: promotor de Justiça, juiz em comarcas como Contagem, Diamantina e Belo Horizonte, e, desde 2014, desembargador.
"É uma honra imensa assumir esse desafio. Vamos trabalhar para modernizar ainda mais o tribunal e aproximar a Justiça do cidadão", declarou o novo presidente, emocionado, logo após a votação.
O que muda com o novo comando do terceiro maior tribunal do país?
Para você ter uma ideia da magnitude do desafio: o TJMG é o terceiro maior tribunal estadual do Brasil, com presença em quase 300 comarcas e um quadro de 1.050 magistrados entre juízes e desembargadores. Gerir tudo isso exige muito mais do que conhecimento jurídico — exige visão de gestão.
Vicente de Oliveira substitui o desembargador Luiz Carlos Corrêa Junior, que comandou a Corte nos últimos dois anos. E já chega com uma missão clara: dar continuidade aos processos de digitalização e eficiência, sem perder de vista o lado humano da Justiça.
Entre os feitos que marcaram sua carreira, destaca-se a passagem como superintendente da Coordenadoria da Infância e da Juventude (Coinj) do TJMG, no biênio 2016/2018, e a participação em comissões nacionais, como o Comitê Gestor do Projudi.
O futuro do Judiciário mineiro agora está nas mãos de quem começou como técnico judiciário — uma história que inspira e mostra que, dentro do tribunal, a meritocracia ainda vale ouro.
E os outros cargos?
A eleição para os demais cargos da Mesa Diretora do TJMG ainda está em andamento, em segundo escrutínio. Mas uma coisa já é certa: a partir de julho, Vicente de Oliveira será o homem que vai comandar a maior máquina da Justiça em Minas Gerais.