Pool: novo app usa IA para organizar prints e acabar com a bagunça digital
Ferramenta categoriza imagens, recupera links originais e promete transformar capturas de tela em algo útil novamente.
Seu rolo de câmera pode estar prestes a ganhar um novo propósito. Um aplicativo chamado Pool chega ao mercado nesta terça-feira (1º) com a promessa de organizar a bagunça digital de prints e capturas de tela acumulados ao longo dos anos. A ferramenta usa inteligência artificial para classificar imagens, recuperar links originais e ajudar o usuário a redescobrir conteúdos que foram salvos, mas esquecidos.
A ideia, segundo os fundadores Maxime Junique e Piet Terheyden, surgiu de uma frustração pessoal: ambos tiravam prints de produtos, receitas, inspirações e tweets, mas nunca conseguiam encontrá-los depois. “É algo que fazemos naturalmente, mas você nem percebe”, disse Junique ao TechCrunch.
Como funciona o Pool?
Para começar, o usuário concede permissão para o app acessar as fotos. Em seguida, as imagens são automaticamente movidas para categorias chamadas de “pools”. Esses grupos são personalizados e dependem exclusivamente dos produtos, lugares ou itens que a pessoa salvou ao longo do tempo.
Diferente de outros serviços de bookmarking, como mymind, Fabric e Raindrop, o Pool foca especificamente em prints. A IA da ferramenta é capaz de rastrear o link original associado à captura de tela. Por exemplo, se o print for de um produto à venda, o app direciona para o site da loja. Se for uma receita do Instagram, ele puxa os ingredientes e o passo a passo compartilhado pelo criador.
O renascimento com a IA
O Pool foi, na verdade, o primeiro produto criado pelo Spinoff Studio, estúdio de produto e design dos fundadores, há cerca de três anos. A primeira versão foi construída em Lisboa em algumas semanas, enquanto a dupla morava em uma van. No entanto, eles perceberam que precisavam de produtos que gerassem receita primeiro e deixaram o projeto de lado para focar em SaaS B2B, incluindo o CRM Waitless, que foi adquirido no ano passado.
O que trouxe o Pool de volta foi o amadurecimento da inteligência artificial. “De repente, a ideia central de dar sentido a conjuntos de dados pessoais e não estruturados parecia viável”, explicou Junique. “E nos pareceu um conjunto de dados super inexplorado para a IA. Todo mundo vai atrás de e-mails, transações bancárias, logs de chat. Quem vai atrás desse conjunto de dados profundamente emocional que todos possuímos?”
Memórias que desaparecem
O app trata os prints como memórias: algumas são mais relevantes no momento, enquanto outras desaparecem com o tempo. Por exemplo, um print do código de barras de um ingresso de evento pode sumir após a data do evento. Já um print de um flyer do Instagram sobre um evento futuro pode acionar agentes de IA do Pool para ajudar o usuário a encontrar onde comprar ingressos.
Para localizar itens, o usuário pode pesquisar ou pedir ajuda ao assistente de IA integrado ao aplicativo.
Planos futuros e investimento
Os fundadores planejam levar o conceito para um segundo aplicativo, que funcionará como um assistente pessoal. O mascote do Pool – um patinho de borracha que o usuário arrasta pela tela para entrar no app – fará parte da marca desse novo app de IA agêntica.
O Pool está disponível gratuitamente para iOS. A startup levantou uma rodada pré-seed de pouco mais de US$ 2 milhões com a General Catalyst, Kima Ventures, Source Ventures (de Paris) e outros investidores-anjo, incluindo Winston Du, Julian Blessin e Thomas Ricouard.
Os fundadores estavam em Lisboa quando conversaram com a reportagem – não mais em uma van! –, mas seguem para São Francisco no final de maio para se reunir com investidores.
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