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O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi preso na noite de quarta-feira (25) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, no Paraguai. Ele tentava fugir do país com documentos falsificados após o sinal de sua tornozeleira eletrônica ter deixado de ser emitido de sua residência em Santa Catarina.

Vasques foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 24 anos e seis meses de prisão por integrar a trama golpista de 2022. A sentença o responsabilizou por usar a estrutura da PRF para dificultar o deslocamento de eleitores no Nordeste, região onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderava as pesquisas.

Operação da PF segue rastro após alerta

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O alerta para a fuga ocorreu por volta das 23h do dia 25 de dezembro, quando agentes da Polícia Federal (PF) foram até a casa de Vasques em Santa Catarina e não o encontraram. A tornozeleira eletrônica, imposta como medida cautelar, havia parado de transmitir sua localização.

A investigação apurou que o destino final do ex-diretor seria El Salvador, país governado pelo extremista Nayib Bukele. Com a prisão no Paraguai, Vasques se tornou mais um integrante do núcleo bolsonarista condenado a tentar escapar da Justiça brasileira fugindo para o exterior.

Padrão de fuga se repete entre condenados

A estratégia de Vasques repete o modus operandi de outros aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro já condenados. A ex-deputada federal Carla Zambelli é foragida na Itália, enquanto o também ex-parlamentar Alexandre Ramagem está nos Estados Unidos.

As fugas reforçam suspeitas de que o próprio Bolsonaro, investigado por danificar sua tornozeleira eletrônica em outubro, poderia estar planejando buscar asilo em país ou embaixada aliada. O ex-presidente nega as acusações.

Contexto das condenações

Até o momento, o STF já proferiu sentenças contra 29 pessoas envolvidas nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e na tentativa de interferir no resultado das eleições de 2022. Apenas os integrantes considerados do núcleo crucial começaram a cumprir pena em regime fechado.

A prisão de Vasques no Paraguai ocorre em meio a um esforço do ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos, para evitar que mais condenados deixem o país. A cooperação internacional foi acionada para localizar e repatriar os foragidos.