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O ex-presidente e candidato à reeleição dos Estados Unidos, Donald Trump, de 79 anos, afirmou que sua saúde está "perfeita" em meio a questionamentos públicos sobre seu estado físico e sinais de envelhecimento. Em entrevista ao Wall Street Journal, ele detalhou exames médicos recentes, seu uso de medicamentos e sua rotina, buscando afastar especulações.

Trump explicou que um exame de imagem realizado em outubro, inicialmente descrito como ressonância magnética, foi na verdade uma tomografia computadorizada para descartar problemas cardiovasculares. Seu médico informou que o procedimento não mostrou anormalidades e não detectou sinais de condições graves. O candidato declarou se arrepender de ter divulgado detalhes sobre o exame, pois isso gerou especulações desnecessárias.

Hábitos médicos e explicações para hematomas

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Uma das revelações centrais foi sobre seu uso de medicamentos. Trump afirmou tomar aspirina diariamente em dose acima da recomendada pelos médicos, um hábito que mantém há décadas como medida preventiva para "afinar" o sangue e evitar eventos cardíacos. Segundo ele, essa prática pode explicar os hematomas visíveis em suas mãos, que recentemente chamaram a atenção do público e viraram tema de reportagens.

O candidato também comentou sobre um diagnóstico de insuficiência venosa crônica, condição comum em idades mais avançadas que causa inchaço nas pernas devido à dificuldade das veias em retornar o sangue ao coração. Ele testou o uso de meias de compressão para aliviar os sintomas, mas decidiu não continuar com o tratamento.

Especulações sobre energia e atenção

Além dos sinais físicos, imagens em eventos oficiais mostraram Trump com os olhos fechados em certos momentos nos últimos meses, reacendendo debates sobre seu nível de energia e capacidade de atenção em reuniões longas. O candidato negou veementemente que estivesse cochilando.

"Eu apenas descanso meus olhos ou pisco", afirmou Trump, acrescentando que mantém níveis de energia adequados apesar de dormir pouco à noite. Ele buscou minimizar a relevância desses episódios, atribuindo-os a um cansaço visual momentâneo.

Contexto e impacto político

O debate sobre a saúde de figuras públicas idosas, especialmente em cargos de alta exigência, não é novo na política americana, mas ganha contornos específicos em um cenário eleitoral polarizado. As explicações de Trump surgem em um momento em que sua capacidade física para uma eventual nova gestão é frequentemente questionada por adversários e analistas.

Especialistas médicos consultados por veículos de comunicação destacam que, enquanto a aspirina pode de fato aumentar a propensão a hematomas, a insuficiência venosa crônica geralmente requer acompanhamento para evitar complicações. A campanha de Trump não divulgou laudos médicos completos recentes, mantendo as declarações do candidato como a principal fonte de informação sobre o assunto.