Foto de Flávio com Trump escancara submissão e síndrome de vira-lata bolsonarista
Enquanto Lula negociou de igual para igual, o senador foi recebido sem um sorriso — e os apoiadores acharam lindo.
Você já parou para pensar no que define uma relação de poder? Não precisa ser expert em geopolítica para sacar: quem se levanta para cumprimentar, quem sorri, quem precisa da foto. O encontro de Flávio Bolsonaro com Donald Trump, na última semana, foi uma aula prática de submissão — e os bolsonaristas, pasmem, aplaudiram de pé.
A cena que valeu mais que mil discursos
Enquanto o presidente Lula sentou frente a frente com o "urso alaranjado" e disse "não" à exigência de libertar Jair Bolsonaro, Flávio fez o caminho inverso. Ele foi até a Casa Branca, posou para a foto e saiu de lá com um sorriso amarelo. O anfitrião, Trump, nem se dignou a levantar da cadeira.
Mas, para a base bolsonarista, aquela imagem era tudo. "Podre de chique", disseram os especialistas ao analisar o êxtase nos grupos de WhatsApp. A síndrome do vira-lata, que parecia encapsulada, saiu do armário.
O que Lula fez que Flávio não conseguiu
Vamos aos fatos. No auge da crise do tarifaço, Lula foi chamado para conversar com Trump. O republicano queria a libertação de Bolsonaro. A resposta foi direta: "Isso não posso fazer, moço, a Justiça do meu país é independente". Depois disso, parte do tarifaço foi removida, a posição sobre terras-raras foi reafirmada e Lula saiu com um discurso de soberania.
Já Flávio? Ele foi para os EUA tentar limpar a barra, mas acabou dando munição para os investigadores. O dinheiro de um bandido, enviado a um fundo ligado a Eduardo Bolsonaro, nunca foi provado que financiou o tal filme "Dark Horse". Mas as más línguas... e a polícia, claro, continuam investigando.
O preço da submissão
O que a foto de Flávio com Trump realmente mostra? Que, se ele for eleito em outubro, quem vai mandar no Brasil não é o povo brasileiro. É o mesmo Trump que não levantou para cumprimentá-lo. Uma vergonha que, para os seguidores, virou motivo de orgulho.
O saldo disso tudo? Enquanto Lula negociou e fortaleceu a soberania nacional, Flávio deu uma aula de submissão. E os apoiadores, cegos pelo vira-latismo, não parecem nada incomodados. Nem com a avalanche de suspeitas contra ele desde que o caso "Dark Horse" veio à tona. Se tudo for para libertar o Brasil dos brasileiros, já está valendo.
E agora, o que esperar?
O futuro da relação Brasil-EUA depende de quem estiver sentado na cadeira da Presidência. Mas uma coisa ficou clara: quem se ajoelha não negocia, implora. E a foto de Flávio com Trump é a prova de que, para alguns, ajoelhar-se é o novo normal.
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