Patrick James, fundador e ex-CEO da fabricante de autopeças First Brands, e seu irmão Edward James foram acusados formalmente de fraude por promotores federais de Manhattan nesta quinta-feira. Eles são acusados de orquestrar um esquema que rendeu bilhões de dólares em financiamento por meio de anos de faturas infladas e da utilização repetida dos mesmos ativos como garantia para diferentes empréstimos.
A First Brands entrou com pedido de proteção contra falência (Chapter 11) em setembro. Seu colapso foi seguido pela falência da financiadora de veÃculos Tricolor Holdings, alimentando um debate mais amplo sobre a saúde do mercado de crédito que envolveu Jamie Dimon, CEO do JPMorgan.
Acusações detalhadas e reações da defesa
Os irmãos foram acusados de fraude eletrônica, fraude bancária e conspiração, incluindo conspiração para lavagem de dinheiro. Patrick James enfrenta uma acusação adicional por supostamente comandar uma empresa de crimes financeiros contÃnuos. Um terceiro ex-executivo, Peter Andrew Brumbergs, já se declarou culpado no caso.
Um porta-voz de Patrick James afirmou que ele nega as acusações. "Ele construiu a First Brands do zero", disse o porta-voz, acrescentando que "o Sr. James aguarda a oportunidade de apresentar sua defesa no tribunal". O advogado de Edward James, Seth DuCharme, criticou a prisão de seu cliente em Ohio como um "teatro desnecessário" e expressou confiança total nele.
Impacto no mercado financeiro e declaração oficial
Instituições financeiras como Jefferies e UBS estão entre as que reconheceram ter exposição à First Brands. Em comunicado, o Procurador dos EUA em Manhattan, Jay Clayton, afirmou: "Os irmãos James obtiveram bilhões para a First Brands — e milhões para si mesmos — apresentando aos seus credores a impressão de um negócio internacional bem-sucedido e em crescimento".
Os promotores alegam que os homens falsificaram demonstrações financeiras corporativas em uma série de esquemas. As investigações continuam para apurar a extensão total do prejuÃzo aos credores e ao mercado.