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O governo da Guatemala decretou estado de sítio por 30 dias neste domingo (19) em resposta a uma grave onda de violência que incluiu rebeliões em prisões e ataques coordenados contra forças de segurança. A medida, anunciada nas redes sociais oficiais, tem como objetivo "garantir a segurança e a ordem pública".

A crise foi desencadeada pela gangue Barrio 18, organização criminosa designada como terrorista pelos Estados Unidos. Durante o dia, membros do grupo invadiram três prisões e fizeram 37 pessoas reféns, entre guardas penitenciários e um psicólogo.

Ataques simultâneos e retomada do controle

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Os ataques ocorreram na Cidade da Guatemala e arredores nas primeiras horas da manhã, minutos após a Polícia Nacional Civil (PNC) divulgar a prisão do líder máximo da gangue, Aldo Duppie Ochoa, conhecido como "El Lobo". Em 10 ataques simultâneos contra sedes policiais, sete agentes da PNC foram mortos e outros dez ficaram feridos.

“Lamento profundamente a morte dos policiais da Polícia Nacional Civil, que foram covardemente atacados por esses terroristas em retaliação às ações que o Estado guatemalteco está tomando contra eles”, afirmou o ministro do Interior, Marco Antonio Villeda. Ele também informou que um membro da gangue foi morto e sete foram capturados.

Operação de resgate e posição do governo

O ministro Villeda foi enfático ao declarar que o governo não faria acordos com terroristas e que o objetivo era recuperar o controle total do sistema prisional. No final da tarde, o Ministério do Interior confirmou que havia retomado o "controle de todos os centros" e libertado todos os reféns.

A operação, realizada de forma simultânea pela Direção Geral do Sistema Penitenciário (DGSP), Polícia Nacional Civil e Exército, resultou na libertação dos 37 guardas, que receberam atendimento médico. As autoridades haviam anunciado mais cedo a retomada do controle das prisões onde ocorreram os motins.

Contexto e próximos passos

A gangue Barrio 18, envolvida nos ataques, é um dos grupos criminosos mais violentos da América Central, com histórico de extorsão, tráfico de drogas e homicídios. A designação como organização terrorista pelos EUA, em 2025, ampliou a pressão internacional para seu combate.

Com o estado de sítio em vigor por um mês, as forças de segurança guatemaltecas têm poderes ampliados para realizar buscas, detenções e restringir reuniões públicas. O governo afirma que a medida é necessária para conter a escalada de violência e desarticular as operações do grupo criminoso.