Homem planejou e executou assassinato de cinco familiares em Juiz de Fora, diz PM
Suspeito caminhou até a casa das vítimas, rendeu uma irmã e iniciou ataques com faca antes das 6h da manhã.
Um homem foi preso suspeito de assassinar cinco familiares de forma planejada na madrugada desta quarta-feira (7) em Juiz de Fora, Minas Gerais. A Polícia Militar detalhou que o crime ocorreu no bairro Santa Cecília e que o suspeito, após ser localizado, confessou os homicídios.
Três mulheres, um homem e uma criança de 5 anos foram mortos com perfurações de faca. A polícia apreendeu a arma do crime e investiga as motivações, que, segundo o suspeito, envolveriam dívidas e atritos familiares.
Reconstrução detalhada do crime
De acordo com a reconstituição da PM, baseada em imagens de câmeras e na confissão, o homem saiu de sua casa por volta das 3h35 e foi a pé até a residência da família. Ele aguardou a saída de uma das irmãs para trabalhar, a rendeu e forçou a entrada no imóvel, onde iniciou os ataques.
As mortes ocorreram antes das 6h22, horário em que ele deixou o local e retornou para casa. O caso foi descoberto por volta das 7h30, quando um familiar encontrou os corpos ao sair para trabalhar e acionou a polícia.
Prisão e investigação das motivações
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) confirmou as mortes no local. Cerca de 20 minutos após o início da ocorrência, a PM localizou e prendeu o suspeito em outro bairro da cidade. Ao perceber a presença policial, ele se rendeu.
“O suspeito apresentou versões contraditórias sobre a motivação, citando dívidas, brigas e atritos familiares”, informou a Polícia Militar. A corporação ressaltou que essas alegações não foram confirmadas e que a apuração definitiva da motivação ficará a cargo da Polícia Civil.
Informações pendentes e descarte de versões iniciais
A PM informou que detalhes como graus de parentesco do suspeito com as vítimas e as idades completas ainda não foram repassados oficialmente. A corporação também descartou, por enquanto, menções iniciais a possíveis transtornos psiquiátricos.
“Essas alegações surgiram apenas na ligação feita à central de atendimento e não são respaldadas, até o momento, por laudos ou registros oficiais”, afirmou a Polícia Militar em coletiva.
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