Um homem foi preso na noite de quarta-feira após se passar por um agente do FBI e tentar libertar da prisão Luigi Mangione, acusado de assassinar o CEO da UnitedHealthcare, segundo promotores federais. Mark Anderson compareceu ao Metropolitan Detention Center (MDC) em Nova York alegando ter uma ordem judicial para soltar Mangione, de acordo com a denúncia criminal.
Quando funcionários do Bureau of Prisons (BOP) pediram sua identificação, Anderson apresentou uma carteira de motorista de Minnesota e afirmou ter armas em sua mochila. Ele também "exibiu e jogou nos oficiais do BOP vários documentos", detalha a denúncia. A busca na mochila revelou um cortador de pizza e um garfo de churrasco.
Acusação e audiência
Promotores federais em Brooklyn acusaram Anderson de se passar por um agente federal. Ele foi levado perante um juiz federal na tarde de quinta-feira. Um advogado para Anderson não pôde ser imediatamente identificado, e um representante de Mangione não respondeu a um pedido de comentário.
Luigi Mangione está detido no MDC aguardando julgamento pelo assassinato do CEO da UnitedHealthcare, Brian Thompson, em dezembro de 2024. Registros do BOP confirmam que ele permanece na prisão após a tentativa frustrada de resgate.
Andamento do caso principal
Mangione tem audiência marcada para sexta-feira de manhã na corte federal de Manhattan, onde a juíza Margaret Garnett pode decidir sobre questões pendentes, incluindo a possibilidade de ele enfrentar a pena de morte. A magistrada também pode definir se provas-chave de sua prisão em 9 de dezembro – como uma pistola 9 mm e um diário – serão admitidas no julgamento.
A seleção de jurados para o processo federal está marcada para setembro. O escritório do promotor de Manhattan pediu uma data de julgamento para julho em um processo de homicídio estadual separado. Mangione pleiteou inocência em ambas as ações.
Perfil da prisão de alta segurança
Como a única prisão federal remanescente em Nova York, o MDC abriga vários réus de alto perfil. Entre os detidos atualmente estão o ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cília Flores, além dos corretores de luxo Oren e Tal Alexander, acusados em um processo por estupro.
Nos últimos anos, a instalação também recebeu figuras como o magnata da música Sean "Diddy" Combs, o ex-CEO da FTX Sam Bankman-Fried e a socialite Ghislaine Maxwell. Apesar de críticas recorrentes sobre suas condições, o MDC não tem histórico de fugas bem-sucedidas.
A prisão conteve por mais de dois anos Joaquín "El Chapo" Guzmán, o chefão do narcotráfico mexicano famoso por duas fugas ousadas de presídios no México através de túneis escavados.