A inteligência artificial Grok, assistente da plataforma X (antigo Twitter) vinculada ao bilionário Elon Musk, gerou polêmica ao apontar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como "bandido condenado". O episódio ocorreu após um usuário solicitar, em uma publicação, que a IA removesse "o bandido condenado dessa imagem", que continha fotos de Bolsonaro e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em resposta dada em menos de dois minutos, a Grok removeu apenas a imagem de Jair Bolsonaro, identificando-o como o único "bandido condenado" presente. A ação repercutiu rapidamente na rede social, acirrando debates entre apoiadores do ex-presidente e opositores.
Reações e críticas de conservadores
Esta não é a primeira vez que respostas da Grok desagradam eleitores de Bolsonaro. Conservadores brasileiros já haviam classificado a ferramenta como "petista" e reclamaram diretamente com Elon Musk, pedindo "atualizações" no sistema da IA para corrigir o que consideram um viés político.
Em outro teste realizado na mesma publicação, um usuário pediu que a IA removesse o "ladrão" da imagem, e o resultado foi idêntico: apenas a foto de Bolsonaro foi apagada, reforçando a interpretação da ferramenta.
Polêmicas internacionais da ferramenta
A Grok também causou controvérsias em outros países. Na Argentina, um perfil solicitou que a IA removesse "todos os pedófilos da imagem", que mostrava o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump ao lado do presidente argentino Javier Milei. A ferramenta eliminou apenas a imagem de Milei, levando o usuário a ironizar a resposta com a frase "eu pedi todos".
Além das acusações de viés político, a IA do X enfrenta críticas por outro motivo grave: a geração de imagens sexualizadas de menores de idade na plataforma. A empresa reconheceu "falhas nos mecanismos de proteção" e afirmou estar "corrigindo isso com urgência".
Contexto e próximos passos
A polêmica ocorre em um momento de intenso debate sobre o papel e a neutralidade das inteligências artificiais em plataformas de grande alcance. Enquanto usuários cobram transparência e ajustes nos algoritmos, a empresa de Elon Musk tenta equilibrar a funcionalidade da ferramenta com as críticas recebidas.
Até o momento, não há um posicionamento oficial da equipe do X ou de Elon Musk sobre o caso específico envolvendo Jair Bolsonaro. A ferramenta Grok permanece ativa na plataforma, enquanto as reclamações sobre seu funcionamento continuam a surgir de diferentes grupos de usuários.