Um laudo da Polícia Federal (PF) concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro tem condições de saúde para continuar cumprindo pena no Complexo Penitenciário da Papudinha. O documento, determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, foi elaborado após avaliação médica realizada em 20 de janeiro.
A perícia atesta que, embora o ex-presidente possua comorbidades que demandam atenção, não há necessidade de transferência para uma unidade hospitalar. A defesa de Bolsonaro, no entanto, contesta a conclusão, afirmando que a avaliação técnica ainda não está encerrada.
Condições de saúde e cuidados necessários
O laudo lista as principais condições de saúde de Jair Bolsonaro: hipertensão arterial, síndrome de apneia obstrutiva do sono grave, obesidade clínica, aterosclerose sistêmica, doença do refluxo gastroesofágico, lesões na pele e aderências intra-abdominais.
Para o controle dessas condições, os peritos indicam a necessidade de controle rigoroso da pressão arterial, hidratação adequada, dieta fracionada, acesso a exames laboratoriais e de imagem periódicos, e uso contínuo de aparelho CPAP para tratar a apneia do sono.
Compatibilidade com o regime carcerário
O documento da PF afirma que todas as medidas de cuidado listadas são compatíveis com o ambiente da Papudinha. Além disso, ressalta que o ex-presidente tem direito a assistência médica permanente, com um médico e um enfermeiro em plantão de 24 horas, em sistema de rodízio.
“Essas medidas são compatíveis com o ambiente carcerário do ex-presidente”, consta no laudo, conforme obtido pelo g1 e confirmado pelo portal iG.
Posicionamento da defesa e contexto da pena
Em nota, a defesa de Jair Bolsonaro rebateu a conclusão. “O documento não conclui a possibilidade de manutenção na Papudinha e que a avaliação técnica não se encontra encerrada”, afirmaram os advogados.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por sua condenação no processo relacionado à trama golpista de 8 de janeiro de 2023. A solicitação inicial da defesa era pela transferência para o regime domiciliar, com base em questões de saúde.