Lula pede expulsão de auditor da CGU flagrado agredindo mulher e criança
Presidente determinou abertura de processo interno após vídeo mostrar socos e tapas em vítimas no DF.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu publicamente a expulsão do auditor federal David Cosac Júnior, servidor da Controladoria-Geral da União (CGU), após a divulgação de imagens em que ele agride uma mulher e uma criança de 4 anos. O caso ocorreu no dia 7 de dezembro no estacionamento de um prédio em Águas Claras, Distrito Federal, mas as câmeras de segurança só foram divulgadas na quarta-feira (24).
Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (25), Lula classificou a postura do servidor como "inadmissível" e afirmou ter determinado ao ministro Vinícius de Carvalho, controlador-geral da União, a abertura imediata de um processo interno para "responsabilização e expulsão do serviço público do agressor". O presidente ressaltou que um servidor público deve ser exemplo de conduta.
Detalhes das agressões e perfil do agressor
O vídeo, amplamente divulgado nas redes sociais, mostra David Cosac Júnior, de 49 anos, agredindo sua ex-namorada e o filho dela com socos e tapas enquanto aguardavam o elevador. As imagens geraram forte repercussão e levaram à manifestação do presidente.
David Cosac Júnior é auditor federal de Finanças e Controle da CGU desde 2016, onde atua desde 2007. Ele recebe um salário mensal de aproximadamente R$ 25 mil e possui formação em Ciência da Computação, conforme informações de seu perfil no LinkedIn.
Posicionamento oficial e próximos passos
Na nota oficial, Lula foi enfático: "Não vamos fechar os olhos aos agressores de mulheres e crianças estejam eles onde estiverem, ocupem as posições que ocuparem". A determinação presidencial coloca o caso sob a responsabilidade direta da cúpula da CGU, que deverá conduzir o processo administrativo disciplinar.
O caso agora segue para apuração interna na Controladoria-Geral da União, que tem a atribuição de investigar e punir irregularidades no serviço público federal. A expectativa é que o processo seja conduzido com celeridade, dada a gravidade das acusações e a exposição pública do caso.
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