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O mercado de moda e luxo de segunda mão deve crescer de duas a três vezes mais rápido que o de primeira mão até 2027, segundo um relatório de novembro de 2024 da The Business of Fashion e da consultoria McKinsey. O crescimento é impulsionado principalmente pelo comércio online, que deve expandir 16% ao ano nos próximos dois anos.

Além da busca por valor, o aumento é alimentado pela proliferação de plataformas digitais de revenda. Em 2024, 88% dos gastos com produtos de segunda mão foram realizados em marketplaces online, de acordo com o mesmo relatório.

Geração Z lidera a tendência

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A Geração Z tem se voltado para plataformas de revenda como eBay, Depop, Pickle e Vinted. Para esses consumidores, comprar roupas vintage desperta um senso de individualidade que a moda rápida nem sempre consegue alcançar, conforme relataram três jovens em uma conferência de varejo em janeiro de 2025.

"É uma forma de se expressar de maneira única, fugindo da produção em massa", explicou um dos participantes, destacando o apelo emocional da prática.

Fatores econômicos e políticos

As tarifas de importação impostas pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, também ajudaram a impulsionar o mercado de segunda mão norte-americano em 2025. A incerteza e as negociações sobre bens importados levaram parte dos consumidores a buscar opções mais estáveis, como as compras em brechós.

Esse movimento demonstra como políticas comerciais podem influenciar diretamente os hábitos de consumo, redirecionando a demanda para canais alternativos.

Panorama futuro

Com um novo ano em curso, o mercado de revenda segue em trajetória de crescimento consolidada. A combinação de motivações econômicas, a oferta diversificada de plataformas digitais e a valorização da autenticidade pelas novas gerações apontam para a continuidade dessa tendência de transformação no setor de varejo de moda.