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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 6, que solicitará um relatório à Polícia Federal (PF) para apurar por quanto tempo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permaneceu desacordado após cair da cama em sua cela, na Superintendência da PF em Brasília. O incidente ocorreu na manhã desta terça e resultou em um traumatismo cranioencefálico leve e um corte superficial no rosto.

"Não sabemos por quanto tempo ele ficou desacordado. Estamos solicitando o relatório para saber que horas o quarto foi aberto [e ele foi encontrado]", disse Michelle à imprensa. O laudo da PF, no entanto, não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar na ocasião, indicando apenas observação.

Laudo descreve estado de saúde e defesa pede transferência

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O relatório médico da Polícia Federal descreveu o estado de Bolsonaro após o atendimento. "Ao exame: consciente, orientado, sem sinais de déficit neurológico. Pupilas isocóricas e reativas. Motricidade e sensibilidade de membros superiores e inferiores preservadas. Hemodinamicamente estável. Leve desequilíbrio na posição ortostática", apontou o documento. O laudo também registrou uma "lesão superficial cortante em face (região malar) direita e em hálux esquerdo com presença de sangue".

Apesar da avaliação inicial da PF, a defesa do ex-presidente solicitou sua transferência imediata para o hospital DF Star, em Brasília. O pedido, no entanto, foi negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A defesa apresentou novos documentos, incluindo um laudo médico particular e uma lista de exames recomendados, na tentativa de reverter a decisão.

Contexto da prisão e condenação

Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado. A sentença, proferida no último dia 30 de abril, o considerou líder de uma organização criminosa que atuou para impedir a posse e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele cumpre pena na carceragem da Superintendência da Polícia Federal desde então.

O episódio da queda ocorre em um momento de tensão entre a defesa do ex-presidente e a Justiça, com a equipe jurídica buscando alternativas para sua situação carcerária e cuidados de saúde. Até o momento, não há previsão de nova decisão sobre o pedido de transferência hospitalar.