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O estado de Minnesota abriu um processo judicial contra o Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos após a morte de uma cidadã americana durante uma operação de imigração. A ação, protocolada no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Minnesota, busca impedir o aumento da presença de agentes federais no estado.

A morte ocorreu na última quarta-feira (7), em Mineápolis, quando um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) atirou e matou Renee Nicole Good, de 37 anos, enquanto ela dirigia. Good era cidadã americana e mãe de três filhos. O caso gerou protestos e levou o governo federal a anunciar o envio de centenas de agentes adicionais para a cidade.

Acusações de conduta inconstitucional

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O processo, movido pelo procurador-geral de Minnesota, Keith Ellison, alega que o aumento da fiscalização migratória no estado é "inconstitucional e ilegal". A ação pede que o governo americano seja impedido de realizar prisões sem justa causa.

“Alegamos que o DHS fez uso excessivo e letal da força, realizou prisões racistas sem mandado, atacou nossos tribunais, igrejas, locais de culto e escolas, e violou a Lei de Procedimentos Administrativos”, afirmou Ellison em comunicado. O procurador também descreveu os agentes federais como "mal treinados".

Detalhes da operação e reação local

O agente do ICE identificado como Jonathan Ross foi responsável pelo disparo que matou Renee Good. Em sua declaração, Ellison contrastou o treinamento dos agentes federais com o da polícia local de Minneapolis, que teria respondido a 20 casos de aparente sequestro de moradores por agentes do ICE.

“Eles estão fazendo prisões inconstitucionais e usando força excessiva”, disse Ellison. “Agentes do DHS invadiram restaurantes, pedindo acesso a áreas restritas. E quando solicitados a apresentar um mandado, o que é exigido por lei, eles respondem: ‘Não precisamos de um’.”

Próximos passos legais

O procurador-geral adjunto Brian Carter afirmou que, antes do início do processo principal, um pedido de liminar será protocolado para tentar frear imediatamente o aumento de agentes da ICE em Minnesota. A ação judicial é uma tentativa direta de bloquear a mobilização de centenas de agentes federais anunciada pelo governo dos EUA cinco dias após a morte.

O processo nomeia especificamente a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e vários funcionários da imigração americana como réus. A estratégia legal do estado se baseia na alegação de que as ações federais violam direitos constitucionais e leis estaduais.