A jornalista ambiental americana Tatiana Celia Kennedy Schlossberg, neta do ex-presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy, faleceu nesta terça-feira (30), aos 35 anos. A causa da morte foi a leucemia mieloide aguda, um câncer agressivo na medula óssea, conforme anunciado pela família.
Tatiana, filha de Caroline Kennedy, recebeu o diagnóstico em novembro de 2024, logo após dar à luz seu segundo filho. Em um desabafo publicado na revista The New Yorker no mês passado, ela revelou ter menos de um ano de vida e expressou sua incredulidade diante da doença, destacando seu estilo de vida ativo e saudável até então.
Desabafo público e legado familiar
Em seu texto, a jornalista lamentou adicionar uma nova tragédia à história da família Kennedy, marcada pelos assassinatos públicos de seu avô, John F. Kennedy, em 1963, e de seu tio, Robert F. Kennedy, em 1968. "Agora, adicionei uma nova tragédia à sua vida, à vida da nossa família. E não há nada que eu possa fazer para impedi-la", escreveu.
Tatiana também era conhecida por seu ativismo ambiental, com foco em mudanças climáticas. Ela criticou publicamente a nomeação de seu primo de segundo grau, Robert F. Kennedy Jr. – declaradamente antivacina –, para o cargo de secretário de Saúde no governo de Donald Trump. "Assisti no meu leito do hospital quando Bobby, contra a lógica e o bom senso, foi confirmado para o cargo", declarou.
Repercussão e últimos momentos
O perfil oficial da família Kennedy emitiu uma nota lamentando a morte. "Nossa linda Tatiana morreu nesta manhã. Ela sempre estará em nossos corações", dizia a mensagem.
Em sua reflexão final, Tatiana Schlossberg descreveu a dor de deixar seus dois filhos pequenos, um recém-nascido e outro que ela "amava mais do que tudo". Seu relato pessoal trouxe à tona a brutalidade do diagnóstico de uma doença grave no pós-parto, misturando a história pessoal com o peso do legado público da família Kennedy.