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Número de exoplanetas confirmados ultrapassa 6 mil, revela NASA em marco histórico
Ciência e Tecnologia

Número de exoplanetas confirmados ultrapassa 6 mil, revela NASA em marco histórico

Telescópios de nova geração detectam mundos com três sóis, lava e possíveis bioassinaturas em busca de vida.

Redação
Redação

3 de janeiro de 2026 ·
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A NASA confirmou, em setembro de 2025, um marco na exploração espacial: o catálogo oficial de exoplanetas ultrapassou a marca de 6 mil mundos descobertos fora do nosso Sistema Solar. O anúncio reflete o crescimento exponencial dessa área da astronomia, que teve seu primeiro planeta extrassolar confirmado orbitando uma estrela como o Sol em 1995.

Exoplanetas são corpos celestes que orbitam outras estrelas, diferentemente dos planetas do nosso sistema, que giram ao redor do Sol. A detecção e confirmação desses objetos são processos meticulosos, que envolvem a análise de sinais por diferentes instrumentos para descartar interferências, como manchas estelares.

Diversidade de mundos descobertos

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Entre os milhares de exoplanetas catalogados, os astrônomos encontraram uma variedade impressionante. Há os chamados Júpiteres quentes, gigantes gasosos muito próximos de suas estrelas; Super-Terras, planetas rochosos maiores que o nosso; mini-Netunos; e até mundos que orbitam duas estrelas, apelidados de planetas Tatooine, em referência à saga "Star Wars".

O ano de 2024 foi particularmente frutífero. O telescópio espacial James Webb detectou no exoplaneta K2-18b possíveis sinais de dimetil sulfeto (DMS), uma substância que na Terra é produzida por plânctons. A descoberta, ainda não confirmada como bioassinatura, é considerada um indício tentador na busca por vida.

Mundos extremos e em evaporação

As descobertas recentes também incluem cenários extremos. Cientistas identificaram exoplanetas tão próximos de suas estrelas que estão evaporando, com um deles apresentando uma cauda de material de 9 milhões de quilômetros de extensão. Outros são mundos de lava, com temperaturas superiores a 1700°C.

Além disso, foram detectados planetas com três sóis em seu céu, gigantes com órbitas que duram 300 anos e até planetas recém-nascidos, com idade estimada em apenas 5 milhões de anos, considerados "bebês" em escala cósmica.

A busca por bioassinaturas inequívocas

O grande objetivo por trás de muitas dessas pesquisas é encontrar sinais de vida extraterrestre. Os cientistas buscam por bioassinaturas inequívocas, combinações de elementos que só poderiam ser produzidas por processos biológicos. A combinação mais cobiçada atualmente é a tríade oxigênio, metano e ozônio.

O desafio, no entanto, é complexo. Gases como o metano podem ter origem tanto biológica quanto geológica, exigindo dos pesquisadores precisão e paciência para separar os sinais com a ajuda de telescópios cada vez mais avançados.

O futuro da caça aos exoplanetas

A próxima década promete revolucionar o campo com novos instrumentos. No Chile, está em construção o Extremely Large Telescope (ELT), com um espelho primário de 39 metros de diâmetro. Outro projeto aguardado é o Habitable Worlds Observatory, que promete permitir a detecção direta de exoplanetas semelhantes à Terra.

Com essas ferramentas, os cientistas esperam estar mais perto de responder uma das perguntas mais fundamentais da humanidade: estamos sozinhos no universo? A descoberta do primeiro exoplaneta em 1992, que orbitava um pulsar, rendeu o Prêmio Nobel de Física em 2019 aos astrônomos Michel Mayor e Didier Queloz, destacando a importância da área.

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