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Onda de calor em SP eleva consumo de água em 60% e acende alerta para racionamento
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Onda de calor em SP eleva consumo de água em 60% e acende alerta para racionamento

Governo estadual reforça medidas urgentes para economia enquanto reservatórios operam com apenas 26,4% da capacidade.

Redação
Redação

29 de dezembro de 2025 ·
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A forte onda de calor que atinge o estado de São Paulo desde a semana passada fez disparar o consumo de água em toda a Grande São Paulo. Segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o aumento chega a 60%, mesmo com cerca de 30% dos moradores fora da região por conta das férias escolares e de fim de ano.

O governo estadual reforçou o alerta sobre a necessidade do uso consciente da água. A orientação é para que a população adote, com urgência, hábitos que evitem desperdícios durante este período crítico de altas temperaturas e estiagem, priorizando o uso para alimentação e higiene pessoal.

Gestão da demanda noturna e sistema de faixas de alerta

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De acordo com a Agência SP, desde agosto a Região Metropolitana já opera com a chamada gestão da demanda, com redução de pressão no abastecimento durante a noite. O esquema vale por 10 horas consecutivas, das 19h às 5h, uma determinação da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) em parceria com a SP Águas e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística. A medida já evitou o consumo de 57 bilhões de litros de água nos últimos meses.

O Estado trabalha com um sistema de sete faixas de atuação para garantir previsibilidade e resposta rápida em caso de agravamento. Cada faixa determina quais medidas devem ser aplicadas, com foco em preservar os níveis dos reservatórios. Atualmente, São Paulo está na faixa 3, que envolve intensificação de campanhas de conscientização e a gestão de demanda noturna de 10 horas.

Reservatórios em nível crítico e previsão de poucas chuvas

A falta de chuvas e o aumento da demanda continuam pressionando os reservatórios do Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que opera com apenas 26,42% da capacidade. Modelos meteorológicos indicam chuva abaixo da média em janeiro, o que pode atrasar a recuperação dos mananciais que abastecem a Grande São Paulo.

As faixas 1 e 2 do plano de contingência já previam restrições menores, enquanto as faixas 4, 5 e 6 ampliam o tempo de redução de pressão da água para 12, 14 e até 16 horas por dia. O cenário mais crítico é o da faixa 7, que leva ao rodízio oficial de abastecimento entre bairros, com apoio obrigatório de caminhões-pipa para serviços essenciais.

Ações em andamento e orientações à população

O Governo de São Paulo acompanha diariamente a situação dos mananciais junto à Sabesp. Além da redução de pressão na rede, caminhões-pipa estão sendo direcionados a bairros mais afetados para reforçar o abastecimento. O objetivo é evitar que a crise avance para patamares mais drásticos, enquanto o Estado aguarda a recuperação das represas com as chuvas dos próximos meses.

Entre as orientações para reduzir o consumo, o governo reforça a priorização da água para alimentação e higiene pessoal, evitando usos como lavagem de calçadas e veículos, e incentivando o reúso sempre que possível.

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