PF pede suspeição de ministro Toffoli ao STF em caso do Banco Master
Política

PF pede suspeição de ministro Toffoli ao STF em caso do Banco Master

Pedido foi feito após apreensão de mensagens no celular do controlador do banco, que citam o nome do ministro.

Redação
Redação

12 de fevereiro de 2026

A Polícia Federal (PF) solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que declare a suspeição do ministro Dias Toffoli nas investigações envolvendo o Banco Master. O pedido foi feito com base em mensagens apreendidas no celular do empresário Daniel Vorcaro, controlador do banco, nas quais o nome de Toffoli é citado, conforme divulgado pelo portal UOL.

O diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, entregou pessoalmente a Fachin, na segunda-feira (9), novos pedidos de investigação baseados no material extraído dos aparelhos de Vorcaro. O conteúdo abre pelo menos três novas frentes de apuração e cita pessoas com e sem foro no STF.

Contexto jurídico e reações

A suspeição é um instrumento jurídico usado quando há dúvida sobre a imparcialidade de um juiz ou ministro. Se aceito, o magistrado deixa o caso, que passa a outro integrante do tribunal. Toffoli é o relator de uma das investigações relacionadas ao banco no STF, incluindo apurações sobre a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB.

Em nota ao UOL, o gabinete de Toffoli afirmou que o pedido da PF se baseia em "ilações" (deduções) e que a instituição não tem legitimidade para fazer a solicitação, por não ser parte no processo, conforme o artigo 145 do Código de Processo Civil. O ministro informou que apresentará manifestação formal ao presidente da Corte.

Antecedentes e próximos passos

O pedido da PF ocorre depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR) já ter analisado solicitação semelhante. O procurador-geral Paulo Gonet não deu andamento ao requerimento anterior, sob o argumento de que a suspeição já havia sido afastada em pedido apresentado por parlamentares de oposição.

A defesa de Daniel Vorcaro declarou preocupação com vazamentos seletivos de informações e afirmou esperar que a investigação ocorra com respeito ao devido processo legal. O STF aguarda a manifestação formal de Toffoli. Após isso, Fachin deverá decidir se o ministro continua ou não na condução do caso, o que pode alterar quem ficará responsável por analisar os próximos pedidos e medidas da investigação.

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