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Reajuste do piso salarial de professores em 2026 será de apenas R$ 18,10
Educação

Reajuste do piso salarial de professores em 2026 será de apenas R$ 18,10

Aumento de 0,37% não repõe perdas inflacionárias e é criticado por entidades da categoria.

Redação
Redação

8 de janeiro de 2026 ·
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O piso salarial nacional dos professores da educação básica terá um reajuste de apenas R$ 18,10 em 2026, passando de R$ 4.867,77 para R$ 4.885,78. O percentual de aumento, de 0,37%, foi calculado com base no crescimento do investimento por aluno no Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) e está bem abaixo da inflação oficial projetada para 2025, que é de 4,4%.

O Ministério da Educação (MEC) tem até o dia 31 de janeiro para oficializar o novo valor. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e a Frente Parlamentar Mista da Educação no Congresso criticaram o índice, classificando-o como insuficiente para repor o poder de compra dos docentes.

Críticas ao mecanismo de cálculo

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A Frente Parlamentar Mista da Educação emitiu nota afirmando que "na prática, o reajuste abaixo da inflação representa perda no poder de compra para os docentes". O grupo, que reúne deputados e senadores, destacou o compromisso com a valorização do magistério e criticou a situação: "Não é aceitável que uma categoria estratégica para o futuro do Brasil seja submetida a um reajuste tão reduzido, incapaz sequer de recompor as perdas inflacionárias".

A CNTE também questionou o valor e prometeu buscar uma revisão urgente. A entidade lembrou que o mesmo mecanismo de cálculo resultou em reajuste zero em 2021 e em um aumento de 3,62% em 2024, ambos abaixo da inflação dos respectivos períodos.

Pressão por revisão e diálogo

A confederação cobrou urgência do Governo Federal e do MEC, solicitando uma audiência com o ministro da Educação, Camilo Santana. Entre as demandas estão a discussão de alternativas ao critério de atualização do piso, a retomada do Fórum do Piso e medidas para a valorização efetiva dos profissionais.

A Frente Parlamentar, por sua vez, afirmou que permanece "aberta ao diálogo e pronta para colaborar na construção de soluções". O Portal iG tentou contato com o MEC para obter esclarecimentos, mas não recebeu resposta até a conclusão da reportagem.

Contexto histórico do reajuste

O cálculo do reajuste anual do piso do magistério é determinado por lei. O percentual aplicado em janeiro é o mesmo do crescimento do valor mínimo anual por aluno estabelecido no Fundeb. Este mecanismo, no entanto, tem sido alvo de críticas recorrentes por parte das entidades sindicais, que alegam que ele desconsidera a necessidade de recomposição salarial frente à inflação e à valorização da carreira.

O cenário se repete em um momento de debates sobre o financiamento da educação pública e a atratividade da carreira docente, fatores considerados essenciais para a qualidade do ensino no país.

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