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O governo federal definiu o novo valor do salário mínimo nacional para 2026 em R$ 1.621. A medida foi publicada nesta quinta-feira (2) no Diário Oficial da União e entrará em vigor no próximo dia 1º de janeiro.

O piso representa um aumento de 6,79% em relação ao valor atual de R$ 1.518. A mudança impacta diretamente cerca de 50 milhões de brasileiros, incluindo trabalhadores formais, aposentados, pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Pagamento reajustado só em fevereiro

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Embora vigore a partir de janeiro, os trabalhadores só receberão o valor integral reajustado no pagamento referente ao mês de fevereiro, que ocorre em março. Isso acontece porque a remuneração é paga com base no mês trabalhado anterior.

Política de valorização com ajuste fiscal

O valor segue a política de valorização do salário mínimo, retomada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que garante reajuste acima da inflação. A fórmula soma a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período anterior mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

Se aplicada integralmente, a conta elevaria o mínimo a R$ 1.636. No entanto, o governo precisou respeitar o limite estabelecido pelo novo arcabouço fiscal, aprovado em 2023, que restringe o ganho real a, no máximo, 2,5% acima da inflação. Por isso, o valor final foi fixado em R$ 1.621.

"O aumento garante a recuperação do poder de compra do trabalhador, mantendo o compromisso com a responsabilidade fiscal", afirmou o Ministério do Trabalho e Emprego em nota.

Contexto histórico e impacto econômico

Esta é a segunda alta real consecutiva do salário mínimo desde 2023. A política de valorização foi instituída em 2011 e vigorou até 2019, sendo interrompida no governo anterior, quando os reajustes passaram a acompanhar apenas a inflação.

Economistas estimam que o novo valor de R$ 1.621 represente um custo adicional de aproximadamente R$ 12 bilhões para os cofres públicos em 2026, considerando o impacto nas aposentadorias e benefícios sociais.

O Ministério da Economia informou que a despesa já estava prevista na Lei Orçamentária Anual (LOA) e não comprometerá a meta fiscal do ano que vem, que estabelece um déficit zero para as contas públicas.