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Secretário do Tesouro dos EUA critica atrasos de contratantes de defesa em fórum

Secretário do Tesouro dos EUA critica atrasos de contratantes de defesa em fórum

Scott Bessent afirma que empresas estão anos atrasadas na entrega de armamentos e devem priorizar produção sobre recompra de ações.

Redação
Redação
20 de janeiro de 2026

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, emitiu uma crítica contundente às principais empresas de defesa do país durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, nesta terça-feira. Bessent afirmou que as contratantes militares "decepcionaram o povo americano" ao não cumprirem os prazos de entrega de armamentos, atrasando-se em "cinco, seis, sete anos no cumprimento de seus contratos".

Em uma conversa transmitida ao vivo, o ex-sócio do Soros Fund Management argumentou que, como essas empresas devem sua existência às necessidades do governo dos EUA, é razoável exigir que construam mais fábricas e reduzam a recompra de suas próprias ações. "Até novo aviso, você precisa construir mais fábricas e recomprar menos ações", declarou Bessent.

Crítica aos salários dos executivos

Bessent também direcionou críticas aos altos salários dos executivos do setor. "Esses CEOs estão ganhando US$ 30, US$ 50 milhões por ano por falhar com o povo americano", disse. Dados de registros das empresas mostram que os chefes das cinco maiores contratantes de defesa — Lockheed Martin, RTX (antiga Raytheon), Northrop Grumman, Boeing e General Dynamics — receberam cada um mais de US$ 18 milhões em remuneração total em 2024.

O secretário do Tesouro sugeriu que restrições às empresas, como limites para recompra de ações e dividendos, só devem ser removidas quando elas atingirem um "nível normalizado de backlog", o que poderia levar de dois a três anos.

Contexto da ordem executiva de Trump

As declarações de Bessent ecoam uma ordem executiva recente do presidente Donald Trump direcionada ao Pentágono. A medida ordena limitar recompra de ações e dividendos em contratantes de defesa com desempenho abaixo do esperado, vincular a remuneração de executivos à produção e entrega, e tomar medidas para aumentar a produção e o investimento do setor.

No início deste mês, Trump resumiu suas preocupações em uma publicação no Truth Social: "EQUIPAMENTO MILITAR NÃO ESTÁ SENDO FEITO RÁPIDO O SUFICIENTE". O presidente citou especificamente a RTX, fabricante dos mísseis de cruzeiro Tomahawk, alertando que a empresa deve "intensificar" a construção de mais instalações e equipamentos, ou deixará de fazer negócios com o governo dos EUA.

Foco em segurança nacional e realocação de indústrias

Durante sua participação em Davos, Bessent falou de forma mais ampla sobre os esforços da administração Trump para fortalecer e realocar para os EUA empresas em setores considerados críticos para a segurança nacional. Ele citou os setores de semiconductores e minerais de terras raras como prioritários.

Bessent identificou a produção de microchips de ponta como uma vulnerabilidade estratégica. "A grande maioria dos microchips de alta tecnologia é feita em Taiwan", afirmou, classificando essa concentração como a "maior ameaça à economia mundial" e o maior "ponto de falha única". Ele alertou que um bloqueio ou destruição da capacidade produtiva da ilha representaria um "apocalipse econômico" e, por isso, os EUA estão "realocando a indústria de semicondutores para os EUA".

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