Só 1% dos influenciadores fica com quase todo o dinheiro das marcas
A economia dos influenciadores está crescendo, mas o dinheiro está cada vez mais concentrado.
A chamada “economia dos criadores de conteúdo” continua crescendo, com cada vez mais marcas investindo em influenciadores. No entanto, esse crescimento não está sendo dividido de forma justa.
Um estudo recente mostrou que os 10% de influenciadores mais bem pagos ficam com mais de 60% de todo o dinheiro investido pelas marcas. Dentro desse grupo, o 1% do topo sozinho recebe cerca de um quinto de tudo. Já a maioria dos criadores ganha pouco e, em muitos casos, está recebendo menos do que antes.
Mesmo com mais pessoas entrando nesse mercado, o ganho médio do criador comum caiu. Isso acontece porque o dinheiro maior fica concentrado em nomes já famosos, enquanto criadores pequenos e médios disputam trabalhos com valores baixos, às vezes aceitando pagamentos mínimos apenas para continuar ativos.
Especialistas comparam essa situação ao que acontece na televisão e no cinema: poucas estrelas concentram grandes contratos, enquanto o restante precisa competir por oportunidades limitadas. Além disso, muitas marcas preferem investir diretamente nas plataformas, em anúncios, em vez de criar parcerias duradouras com influenciadores menores.
Com isso, cresce a pressão para que criadores diversifiquem suas fontes de renda ou até deixem a profissão. O cenário mostra que, apesar da fama de “mercado democrático”, ser influenciador está cada vez mais difícil para quem não faz parte da elite.
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