Tarcísio afirma que Brasil falhou em liderar transição democrática na Venezuela
Governador de São Paulo critica omissão do país e defende ação militar dos EUA que resultou na queda de Maduro.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o Brasil falhou em liderar um processo de transição para a democracia na Venezuela. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo e em vídeo publicado em suas redes sociais, ele defendeu a operação militar norte-americana que depôs o ditador Nicolás Maduro (PSUV) no último sábado (3).
Tarcísio argumentou que a ação dos Estados Unidos só foi necessária devido à omissão de países da região, especialmente do Brasil. Ele classificou a queda de Maduro como um "renascimento" para o povo venezuelano e criticou a postura do governo brasileiro, que se opôs à intervenção estrangeira.
Crítica à omissão brasileira
Em suas declarações, o governador foi enfático ao apontar a responsabilidade do Brasil. "O Brasil, que é a maior economia e que responde pelo maior território da América do Sul, poderia ter ajudado a Venezuela a construir um processo de transição para a democracia, mas nunca fez isso, nunca cumpriu esse papel", afirmou Tarcísio.
Ele acrescentou que, embora os meios utilizados possam ser criticados, a ação era necessária: "Podemos criticar os meios que foram usados agora, a legitimidade ou não, mas o fato é que algo precisava ser feito e foi feito".
Celebração da queda de Maduro e reação nas redes
No sábado, após a captura de Maduro, Tarcísio publicou um vídeo comemorando o fim do regime. Nas imagens, ele afirmou que "uma ditadura não cai da noite para o dia" e que o custo do chavismo foi a liberdade e a prosperidade da Venezuela.
O governador também fez uma crítica velada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sem citá-lo nominalmente. Ele disse que a situação só foi possível "graças à conivência, omissão e até o apoio explícito de quem insistiu em chamar um ditador de companheiro", enquanto o vídeo exibia imagens de Lula cumprimentando Maduro.
Contexto regional e futuro
Tarcísio acredita que a posição contrária do Brasil e da Colômbia à ação americana não reflete o sentimento popular na América do Sul. "De maneira geral, a América do Sul está sintonizada nessa necessidade do fim da ditadura na Venezuela", declarou.
Ele enxerga um novo ciclo para o país: "Hoje, talvez, a Venezuela possa se encontrar com a esperança, com um novo ciclo de prosperidade". Ao final do vídeo, o governador, que é cotado como possível candidato à Presidência nas eleições de outubro, fez um paralelo com o cenário político brasileiro: "A Venezuela agora está vencendo a esquerda, que, no final do ano, o Brasil também vença".
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