A rede varejista Target enviou um memorando interno a seus funcionários nesta quinta-feira, reconhecendo o estresse causado pelas recentes operações de imigração em Minneapolis, cidade-sede da empresa. O documento, assinado pela chefe de recursos humanos, Melissa Kremer, foi divulgado enquanto agentes federais armados detinham milhares de pessoas em toda a cidade, ação que gerou protestos de residentes.
A empresa, que tem cerca de 20 lojas na região metropolitana de Minneapolis-Saint Paul e é uma das maiores empregadoras do estado, optou por não comentar publicamente sobre o memorando. Encontros entre agentes e civis ocorreram dentro de lojas da Target e em seus estacionamentos.
Posicionamento da empresa e recursos para equipes
No memo, a executiva Melissa Kremer afirmou que a Target "não tem acordos cooperativos com qualquer agência de fiscalização de imigração". Ela acrescentou que a companhia está "ouvindo e trabalhando para desescalar onde for possível". A comunicação interna também mencionou a criação de novos recursos para os trabalhadores sobre como lidar com segurança com "perturbações perto de nossas localidades".
O posicionamento ocorre após a empresa ter se recusado a comentar, por meio de um porta-voz, quando vídeos que aparentavam mostrar um funcionário sendo detido e um agente federal usando o banheiro de uma loja viralizaram nas redes sociais.
Contexto político e histórico recente
Enquanto a Target se manifestou publicamente após o assassinato de George Floyd em Minneapolis em 2020, a empresa tem tentado recentemente evitar alienar qualquer lado do espectro político em questões sensíveis. Isso inclui temas como as coleções de orgulho LGBTQ+ e iniciativas de diversidade, equidade e inclusão (DEI).
A nova postura reflete o delicado equilíbrio que a varejista, com sede corporativa na cidade, precisa manter diante de um tema politicamente polarizante, que afeta diretamente sua força de trabalho e sua base de clientes na região.
Próximos passos e silêncio público
Apesar do comunicado interno, a Target manteve seu silêncio público sobre as operações de imigração. A empresa declinou comentar sobre o conteúdo do memorando enviado por Kremer. A situação coloca a rede, um ícone do varejo americano, no centro de um debate nacional sobre enforcement de imigração e o papel das corporações em questões sociais e políticas.