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Target envia memo a funcionários sobre tensões com imigração em Minneapolis

Target envia memo a funcionários sobre tensões com imigração em Minneapolis

Empresa oferece recursos internos após agentes federais detiverem milhares de pessoas na região, incluindo em lojas da rede.

Redação
Redação
23 de janeiro de 2026

A rede varejista Target enviou um memorando interno a seus funcionários nesta quinta-feira, reconhecendo o estresse causado pelas recentes operações de imigração em Minneapolis, cidade-sede da empresa. O documento, assinado pela chefe de recursos humanos, Melissa Kremer, foi divulgado enquanto agentes federais armados detinham milhares de pessoas em toda a cidade, ação que gerou protestos de residentes.

A empresa, que tem cerca de 20 lojas na região metropolitana de Minneapolis-Saint Paul e é uma das maiores empregadoras do estado, optou por não comentar publicamente sobre o memorando. Encontros entre agentes e civis ocorreram dentro de lojas da Target e em seus estacionamentos.

Posicionamento da empresa e recursos para equipes

No memo, a executiva Melissa Kremer afirmou que a Target "não tem acordos cooperativos com qualquer agência de fiscalização de imigração". Ela acrescentou que a companhia está "ouvindo e trabalhando para desescalar onde for possível". A comunicação interna também mencionou a criação de novos recursos para os trabalhadores sobre como lidar com segurança com "perturbações perto de nossas localidades".

O posicionamento ocorre após a empresa ter se recusado a comentar, por meio de um porta-voz, quando vídeos que aparentavam mostrar um funcionário sendo detido e um agente federal usando o banheiro de uma loja viralizaram nas redes sociais.

Contexto político e histórico recente

Enquanto a Target se manifestou publicamente após o assassinato de George Floyd em Minneapolis em 2020, a empresa tem tentado recentemente evitar alienar qualquer lado do espectro político em questões sensíveis. Isso inclui temas como as coleções de orgulho LGBTQ+ e iniciativas de diversidade, equidade e inclusão (DEI).

A nova postura reflete o delicado equilíbrio que a varejista, com sede corporativa na cidade, precisa manter diante de um tema politicamente polarizante, que afeta diretamente sua força de trabalho e sua base de clientes na região.

Próximos passos e silêncio público

Apesar do comunicado interno, a Target manteve seu silêncio público sobre as operações de imigração. A empresa declinou comentar sobre o conteúdo do memorando enviado por Kremer. A situação coloca a rede, um ícone do varejo americano, no centro de um debate nacional sobre enforcement de imigração e o papel das corporações em questões sociais e políticas.

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