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Tradições de Ano Novo pelo mundo refletem história e valores culturais distintos
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Tradições de Ano Novo pelo mundo refletem história e valores culturais distintos

Do silêncio reflexivo no Japão às celebrações coletivas na África do Sul, rituais da virada vão muito além de fogos e festas.

Redação
Redação

31 de dezembro de 2025 ·
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Enquanto o calendário gregoriano marca o 1º de janeiro como data universal para o réveillon, as formas de celebrar a passagem de ano variam profundamente entre diferentes culturas. Essas tradições, que vão desde rituais familiares silenciosos até grandes festas públicas, são moldadas por história, religião e costumes locais, oferecendo uma janela para como sociedades enxergam o futuro e o coletivo.

No Japão, a celebração do Shōgatsu é uma das mais importantes do ano e é marcada pela introspecção familiar. Diferente das festas barulhentas comuns no Ocidente, os japoneses realizam a limpeza ritualística da casa (ōsōji) para simbolizar o abandono dos problemas do ano que termina. À meia-noite, templos budistas tocam sinos 108 vezes, representando os desejos e falhas humanas, em um ritual que enfatiza o recomeço através do equilíbrio.

Calendário lunar e prosperidade na China

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Na China, a principal celebração de ano novo não ocorre em 31 de dezembro, mas segue o calendário lunar, geralmente entre janeiro e fevereiro. O Festival da Primavera mobiliza milhões de pessoas que viajam para reunir-se com a família. As casas são decoradas com a cor vermelha, associada à sorte, e ocorre a troca dos hongbao, envelopes vermelhos com dinheiro dados especialmente a crianças, como voto de prosperidade para o ano que se inicia.

Rituais de sorte e celebração coletiva

Na Escócia, o Hogmanay supera o Natal em importância. Cidades como Edimburgo organizam eventos com música e procissões. Um costume central é o first-footing: a primeira pessoa a entrar em uma casa após a meia-noite, que deve trazer presentes simbólicos como pão ou carvão para garantir fartura e calor ao lar durante o ano novo.

No Brasil, a festa na praia sintetiza a diversidade cultural do país. Além da influência ocidental, há fortes elementos de religiões de matriz africana, como oferendas de flores para Iemanjá e a tradição de pular sete ondas à meia-noite. Vestir branco, símbolo de paz, é um costume amplamente difundido.

Já na África do Sul, o réveillon é marcado por eventos públicos e celebrações ao ar livre, como os grandes shows em Joanesburgo. O período é visto como um momento de afirmação cultural e reforço dos laços comunitários, priorizando a ideia de seguir em frente como um grupo.

Essas diferentes tradições mostram que, mais do que uma simples festa, o Ano Novo é um espelho dos valores, da história e da visão de futuro de cada sociedade, indo muito além dos fogos de artifício e das contagens regressivas.

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