Karen de Moura Tanaka Moris, conhecida como "Japa do PCC", recebeu autorização do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para passar o Natal e o Ano Novo em sua residência, em Santos, no litoral paulista. A decisão, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, permite que ela fique em liberdade de 20 de dezembro a 5 de janeiro de 2025.
A mulher, presa desde fevereiro de 2024, é investigada por operar um esquema de lavagem de dinheiro para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Como contrapartida à saÃda temporária do presÃdio, a Justiça determinou o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar a casa aos finais de semana e durante a noite.
Esquema de lavagem de dinheiro
Karen Moris foi presa em 8 de fevereiro de 2024, no bairro do Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, quando foi encontrada com mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo. Segundo a PolÃcia Civil, ela teria assumido a gestão de uma atividade criminosa de lavagem de dinheiro após a morte de seu marido, Wagner Ferreira da Silva, conhecido como "Cabelo Duro" e identificado como membro do PCC, em 2018.
As investigações apontam que ela movimentava recursos do tráfico de drogas da Baixada Santista por meio de empresas de fachada. Dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) indicam que essas empresas movimentaram cerca de R$ 35 milhões.
Contexto e próximos passos
A autorização para saÃda temporária é um benefÃcio previsto na legislação, sujeito à análise de cada caso e ao cumprimento de medidas de segurança. A decisão judicial ressalta a aplicação das medidas cautelares como forma de garantir o retorno de Karen ao sistema prisional após o perÃodo das festas.
O caso segue em tramitação na Justiça de São Paulo, que analisa as acusações de lavagem de dinheiro e associação ao crime organizado. A defesa da investigada não se manifestou publicamente sobre a decisão da Vara Criminal.