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Trump ameaça vice-presidente da Venezuela com "preço mais alto" que Maduro
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Trump ameaça vice-presidente da Venezuela com "preço mais alto" que Maduro

Presidente americano exige cooperação de Delcy Rodríguez e afirma que empresas dos EUA controlarão petróleo venezuelano.

Redação
Redação

4 de janeiro de 2026 ·
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, poderá pagar um "preço muito alto" se não cooperar com o governo americano, possivelmente maior do que o enfrentado pelo presidente deposto Nicolás Maduro. As declarações foram dadas em entrevista à revista The Atlantic no domingo (04/01/2026).

Trump atua desde sábado (03/01) para organizar a administração do país latino-americano, após ordenar ataques que resultaram na captura de Maduro pelas Forças Armadas dos EUA. O líder republicano disse que não tolerará a postura desafiadora de Rodríguez, que declarou Maduro como o único presidente legítimo e pediu a libertação dele e de sua esposa.

Administração e controle de recursos

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O presidente americano detalhou que um grupo de pessoas irá administrar a Venezuela durante um período de transição. Ele foi enfático ao afirmar que empresas petrolíferas americanas controlarão as reservas de petróleo do país e serão responsáveis por desenvolver a economia local. "Se ela não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro", disse Trump à publicação.

Reconhecimento interno e reações

Internamente, o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela reconheceu Rodríguez como presidente interina por um período de 90 dias, ordem que foi apoiada pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino. Padrino acusou as forças americanas de matar "a sangue frio" boa parte da equipe de segurança de Maduro durante a operação de captura.

Do lado americano, o secretário de Estado, Marco Rúbio, filho de imigrantes cubanos opositores do regime de Fidel Castro, afirmou que pode haver cooperação com o novo governo, mas com ressalvas. "Vamos avaliar tudo pelo que eles fizerem e vamos ver o que farão. Sei de uma coisa: se eles não tomarem a decisão correta, os Estados Unidos manterão diversas ferramentas de pressão", declarou Rúbio.

Contexto de intervenções internacionais

Na mesma entrevista, Trump sugeriu que a ação na Venezuela pode não ser a última intervenção americana em outros países. Ele retomou o interesse pela Groenlândia, território dinamarquês, assunto não abordado desde março de 2025. "Precisamos da Groenlândia, com certeza", afirmou, justificando que a ilha está "cercada por navios russos e chineses".

A situação marca uma nova fase na política externa dos Estados Unidos para a América Latina, com desdobramentos diretos na soberania venezuelana e no controle de seus recursos naturais. A comunidade internacional aguarda os próximos movimentos do governo interino de Rodríguez e a resposta das potências regionais.

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